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Anotando os sonhos (3) — O fim do mundo

Sunday, March 11, 2012
              Estava em casa. Queria sair e não sabia onde. Tinha muito dinheiro guardado para dar uma guitarra de presente pro meu amigo (detalhe: no sonho ele era meu super amigo, mas eu nunca vi ele na vida real). Resolvi sair para comprar uma guitarra em Porto Alegre. Lá podia (talvez) ser mais barato. E realmente era. Uma guitarra das BOAS custava menos de R$ 240,00. Então como o preço estava bem baixo, resolvi mandar fazer o papel que iria embrulhar o presente com a imagem dele e com sua cor favorita. Mandei fazer e enquanto terminavam o papel de presente, chamei este meu amigo e mais a Giovana para saírem comigo em algum parque de POA para caminhar. Meu amigo levou mais um amigo dele. Ao total eram quatro: eu, meu amigo e o amigo dele, e a Giovana.

              Enquanto caminhávamos pelo parque (que se parecia exageradamente com o Centro Olímpico (vulgo, ginásio), exceto pelo fato de não terem tantas árvores), conversávamos sobre os mais variados assuntos e ríamos das coisas mais idiotas. Eu lembro até de mim zoando meu amigo por estar junto demais do amigo dele, e afastado das garotas (e eu falei isso porque ele era realmente lindo e eu queria que ele ficasse do meu lado). E não é que funcionou? Ele me abraçou e me deu um beijo no rosto. Olhei para a lua. Ela estava realmente linda. Mais linda do que nos dois últimos dias anteriores. Dois dias antes estava um amarelo lindo, um dia anterior estava gigante. Hoje não, estava completamente amarela e gigante. Apontei para a lua, para que meus amigos também contemplassem ela. Já estava escurecendo.

             Enquanto todos olhavam uma chama se ascendeu na lua, em uma de suas metades e logo se apagou. De repente acontece a mesma coisa, porém na segunda metade da lua. Tudo explodiu. Sem chamas desta vez. A lua não estava mais amarela agora, já quase nem aparecia. Tinha ficado sem brilho algum. Sinceramente a primeira coisa que eu pensei: "Uau, eu pude precensciar isso? Que mágico! Que cena linda! Mas... e agora? O que vai acontecer conosco se não tivermos lua? Será que influenciará nas plantações, ou no crescimento dos nossos cabelos?", mas depois não tive tempo mais de pensar em muita coisa.

             A lua estava caindo sobre a terra. E ao que tudo indicava, iria cair exatamente onde se encontra Canoas/Porto Alegre. Talvez (muito talvez) se eu corresse em direção contrária ao caimento da lua, eu conseguiria sobreviver.Ou talvez pulando em algum rio enquanto ela batia na terra, porque então o impacto seria menor para mim, e o fogo talvez (muito talvez) não me pegasse. Porém, eu deixaria meus amigos ali. E eu teria muita, mas muita chance de morrer da mesma forma. Todos na verdade, morreriam queimados. E se não fosse Canoas/Porto Alegre que caísse a lua, em algum outro lugar iria cair, e neste, iriam morrer milhares de pessoas da mesma forma. Me consolei. Iria esperar ela cair sobre nós. Sobre todos.

              Não consegui presenciar minha própria morte, já que a luz do dia e os tratores amarelos destruindo a casa do Arthur Dent vizinho me acordaram.

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