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Anotando os sonhos (4) — Mundo estranho

Friday, March 16, 2012
              Tinham só três possibilidades de vida a seguir: ou tu era da religião 1, ou era da religião 2, ou tu vivia no mundo sem casa, sem comida e sem religião (vulgo, mendigo). Na verdade essas religiões eram tipo escolas (mas na verdade pareciam mais uma mini-mini-mini-mini-cidade, que na verdade era uma escola). Eram povos primitivos. Era um lugar seco. Não era tipo um nordeste. Mas parecia mais ou menos com o cenário do Star Wars.
               Eu era uma dessas jogadas no mundo sem seguir a "religião 1" nem a "religião 2". Minha irmã, porém, era da religião 1, e eu iria visitá-la. O negócio era tão pré-histórico que todos obedeciam firmemente a um único líder sem questionamentos, e o pior, era tudo feito a base de engenhocas (sabe, aquelas que fazem com madeira e cipó, que funciona a base de força humana). Bati na porta. Para eu ver a minha irmã, teria que descer um "elevador", que mais parecia o elevador do Tarzan, sabe, aqueles puxados por macacos pré-históricos super dotados de inteligência. Desci por aquela coisa. Cheguei até minha irmã e ela me falou que uma vez lá dentro, eu deveria seguir a aquele chefe e respeitá-lo como todos os outros. Então iam me passar para falar com ele, e ele me passar as regras daquela escola-religião.
               Entrei na sala do cara. Como já falei, o negócio era cheio das engenhocas e tal. E o cara parecia um vogon, só que não era verde. No inicio eu achava que sairia de lá na boa, mas sério, o cara era do tipo "quer sair? Então vamos mandar matar a Natalia! Agora!" e assim faziam. Poisé. O cara tentou me convencer de ficar lá. Me explicou que viver no mundo eu usaria a Força como forma de proteção, e a força não era algo bom, nem que fosse usado só para a sobrevivência (cara, tipo, o vogon queria me convencer de que os Jedis eram do mal, isso?). E eu lá, nem se quer sabia que tinha isso naquele fim de mundo. Droga.
              Tive que decidir ficar lá, porque se eu escolhesse o contrário morreria né.

              Ainda bem que o sonho acabou no momento que eu decidi ficar, porque eu não aguentaria viver lá. Nunca.

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