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Anotando os sonhos (8) — Par perfeito

Wednesday, June 13, 2012
Depois de chegar em casa da escola — afinal, dar aula de noite é complicado, e até mesmo hoje, por exemplo, houve uma briga lá no colégio. Não tinha entendido direito, só sei que garotas que se vestiam que nem japonesas (sabe, roupas totalmente largadas e coloridas) começaram a discutir. E não só elas: seus namorados também. A briga só tinha acontecido porque uma das garotinhas japinhas, tinha falado alguma coisa para o namorado da amiga da outra japinha. Só descobri isso perguntando ao meu amigo (ainda bem que ele estava lá, se não iria morrer de curiosidade) — é que começam as perguntas:
— Quem vai te levar na festa, filha?
— Um garoto perfeito, mãe.
— Que horas ele vem?
— Daqui a pouco.
Tinha uma festa para ir (ou melhor, eu iria em qualquer lugar, só que para minha mãe sossegar tinha que dizer que era uma festa) e nem lembrava do rosto do garotinho que iria me levar. Não lembrava mesmo.
Eu em uma meiguice estranha
Chegou o carro dele. Acabei de lembrar quem era, até mesmo por que, óbvio que não tinha como esquecer; pode até parecer coisa de garotinha de 12 anos apaixonada dizer isso, mas o cara era O perfeito. O perfeito mesmo. Não dava para negar isso, nunca, de nenhum modo, de forma alguma, jamais, never.
Estacionou o carro preto dele (eu realmente não liguei para a marca, mas só sei que não era carro quadrado e nem fusca) na porta de casa, e entrou para conversar com minha mãe e minha irmã até que eu terminasse de me arrumar.
Aliás, não sei por qual motivo, terminei de me arrumar mais rápido do que a conversa deles, e saí na frente. Comecei a caminhar pela igara, sozinha. Encontrei com um amigo meu (Lucas S) e mais uma garotinha loira (coisa mais bonitinha ela) que eu não conhecia, e, já que estávamos ali mesmo, perguntei para eles se conheciam algum lugar bom para se sair com os amigos naquele dia de noite. Me informaram de uma pizzaria que tem festa junto. Me despedi e fui.
Antes que chegasse lá, passou de carro o Garoto Perfeito. Tinha até esquecido dele. Entrei no carro toda feliz, encantada e orgulhosa com a criatura linda e simpática do meu lado.
Entramos em um barzinho que tinha os amigos do perfeito junto (entramos de mãos dadas, já que ele estava me acompanhando: só não tínhamos nos beijado ainda, infelizmente). Ele foi em direção dos amigos, e, quando chegou perto deles, largou minha mão e gritou com um tom agudo (MUITO AGUDO) na voz:
— Aiii, eu consegui!
— Hey, tu conseguiu o quê? — essa era eu intrigada com a situação meio sem explicação
— Enganar minha mãe! Obrigada! Eu enganei ela! Ela nem faz ideia de que sou gay!
— Tu é gay?
— Sim, e aquele é meu namorado
— Tu é o namorado dele?
— Sou sim.
Depois de um pouco de tempo em que eu fiquei ali, parada, tentando me convencer de que aquilo só podia ser mentira, acordei.


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