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Anotando os sonhos (12) — O prédio

Wednesday, September 5, 2012
Era um prédio vermelho escuro. Estávamos todos (digo "todos", se referindo a mim e a meus amigos) neste prédio, fazendo qualquer coisa. Do nada o prédio começa a tremer e se divide. É complicado explicar o como se dividiu aquele prédio, já que metade estava sendo segurada  pela outra de uma forma meio impossível. Para vocês entenderem melhor, tive que desenhar:
E assim se dividiu, dessa forma estranha. Claro, houve uma correria; todos queriam descer daquele prédio, ninguém queria morrer assim, tão fácil, ninguém queria dizer "sim" ao deus da morte naquele dia. Fizeram correto, achava. Também queria descer. Estava na parte do prédio que estava suspensa e queria que no mínimo, ele não caísse. Todos apavorados, todos tentando descer. Momentos de horror os que passamos ali. Alguns estavam no último andar, ou seja, seriam os primeiros a morrer. Se fossem rápidos ao descer, sobreviveriam. No meio dessa bagunça toda, surgiu uma mulher (um tanto quanto estranha, posso dizer). Claro, ninguém notaria ela, mas ela era super autoritária e parecia saber o que estava fazendo. Pediu pela atenção de todos e começou a falar:

– Parem o que estão fazendo e subam todos novamente ao prédio. Todos que desceram, voltem. Peço que todos peguem suas armas, olhem para o céu e façam cara de desculpa. Todos façam isso. Sem exceção. Sei do que estou falando e sei por que estou  mandando vocês. Então somente fiquem em seus lugares, peguem suas armas e olhem para o céu com cara de desculpa. 

Claro, todos fizeram. Ela sabia do que falava. Armas era forma de dizer, cada um pegava o que tinha na mão (a única coisa que eu tinha era um livro, então o usei como arma). Do nada eu me vi dentro do prédio. Estavam todos meus amigos lá em um corredor, a mulher que estava lá fora agora estava fiscalizando nossas caras de desculpa para ver se a fazíamos bem.  Acho que ela aprovou as nossas, afinal, começamos a cantarolar pedidos de desculpas improvisados e ela sorriu. Nossas canções eram bonitas, quase ninguém desafinava. Incentivamos vários a cantarem conosco. 

Nos libertamos daquele prédio enfim.

Giovana estava com muita fome, aquele dia fora cruel na vida dela, nunca fizera tanto esforço, porém, não tinha dinheiro. A Adriana tinha. Estavam passando em frente aos bares e Giovana  não aguentou de fome: virou-se para Adriana e disse

— Adriana, eu mostro meus peitos pra ti se tu me der dinheiro para comida.
— Okay — respondeu ela, sem exitar.  

Assim estava feito o acordo. Segui minha rota, quando olhei para trás, estava a Giovana colocando a blusa no lugar, enquanto Adriana ainda estava na frente dela, percebi que um velho espiava a cena. Bom pra ele, viu sem custo. Agora só se via Giovana comprando várias comidas. Salgados de todos os tipos. Saiu com as mãos cheias de lá. Estávamos já saindo por uma trila, indo para a estrada, quando Giovana falou:

— Ainda bem que não tinha ninguém olhando, haha.
— É, ainda bem que a Alana não viu, senão seria capaz d'ela achar que tinha algum problema nos seios dela - essa era eu, falando. Não fez muito sentido essa frase, tudo bem.

Acordei.





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