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— Pai (2012)

— Pai

— Quê?

— Você conhece a piada do pônei?

— Onde você a pegou?

— Como assim, onde eu aprendi? Tipo, só responda a piada

— Não, quero saber de onde você conhece.

— E o que isso vai mudar?

—Nada.

— não?

— ...

— Tá, pai, de novo: Tu conhece a piada do pônei?

— Conta.

— Não, pai, você tem que responder se você conhece ou não. Só isso.

—Tá.

— Você conhece a piada do pônei?

—Conheço.

— O quê? Se você conhece a conta então!

— hehehe — sim, meu pai ri assim

— Tá, pai, eu não vou falar novamente: TU. CONHEÇA. A. PIADA. FAZER. PÔNEI?!?!??

— Não, me conta.

— ARRRRRGHHHHHH.


A essa altura, obviamente eu já tinha desistido de fazer uma piada. Consegui até terminar, mas meu pai deu uma risada de "não entendi, hehe" (e isso foi sublinarmente escrito na sua risada) e parei por aí.
Fui fazer bolhas de sabão que são as melhores.