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Sobre a exposição “Aquilo que resta”, no MAC RS - CCMQ

    Fui para POA no último final de semana e consegui ver algumas exposições, então lá vai mais algumas obras que eu quero deixar registrado por aqui (e que pretendo usar em sala de aula em algum momento)! Viajei para ver a exposição "A onda de Gustave Courbet", de André Severo no MARGS, mas achava que teria gostado mais de estar lá. Depois passamos na exposição de brinquedos antigos (que também esperava um pouco mais - e o fato de estar bem lotado acho que mudou também a experiência), e por fim, como sempre, passamos na Mário Quintana, onde estava essa exposição que vou falar aqui! 

    Essas obras que coloquei as fotos são da exposição "Aquilo que resta", presente na Galeria Sotero Cosme, no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Vou copiar e colar o que estava no Instagram do MAC RS sobre a exposição, que fica mais fácil:

"A exposição coletiva “Aquilo que resta” reúne obras feitas com diferentes técnicas e materiais. A mostra fala sobre aquilo que permanece e resiste ao desaparecimento.

As obras incluem pinturas em telas, além de trabalhos feitos com tapumes e ladrilhos quebrados. Esses materiais e imagens mostram que marcas, lembranças e vestígios podem permanecer tanto nos objetos quanto nas memórias. A exposição convida o público a observar esses rastros e a refletir sobre as histórias que eles contam, presentes em paisagens, objetos e arquivos de família.

Participam da exposição os artistas Andressa Lawisch, Abner Sigemi, Isabelle Baiocco, Lou Borghetti, Lourenço Demarco, Gelson Radaelli, Emanuel Monteiro, Leonardo Lopes, Karin Lambrecht, Luciano Zanette e Letícia Lopes. " ¹

    Dito isto, vou deixar aqui as fotos dos trabalhos que mais gostei! :)


Abner Sigmemi. 
"Desapego", 2024 - "Contempto", 2024
"Frincha", 2024 - "Ducto", 2024
"Renúncia", 2024 - "Lia", 2024
Tinta a óleo sobre fragmento de ladrilho. Acervo do artista. 

Clique nas imagens abaixo ou abra em uma nova guia para aumentar.

Sobre a exposição "Da Margem à Beleza", de Eduardo Srur no MAC RS (Julho de 2026)

    Começo falando: ESPERAVA MAIS. MUITO MAIS. Fui para POA somente para ver esta exposição, já que o tempo dela estava acabando. Quase levei uma turma da minha escola (que fica no interior, ou seja, quase 2h de viagem) para ver esta exposição. QUASE! Ainda bem que o espaço novo do MAC RS foi um pouco desorganizado e demorado ao responder as mensagens para marcar a mediação. Se tivessem sido organizados nós teríamos saído do interior para ver a exposição e... bom, acho que não teriam gostado muito. 

    Não que estivessem necessariamente ruim, só achei pouca coisa mesmo. Fui com a expectativa alta, pois é um artista bem conhecido. Porém a forma de distribuição das obras faz com que não consigamos ver direito elas (algumas muito altas, enquanto as outras paredes estavam praticamente vazias), além de uma sala toda vazia lá no espaço. Com isso eu não quero dizer que faria melhor, haha, mas que acho que não teria sido muito legal levar um passeio de escola somente para esta exposição. 

 

 Por isso, aprendi a lição: sempre que eu quiser fazer um passeio, preciso me deslocar até a capital e ver como está, para ver se realmente vai ser interessante.

    De qualquer forma, acho que pode ser legal de trabalhar as obras que estavam lá em sala de aula, então tirei fotos e estou "salvando" elas aqui, já organizadas! O trabalho dele também, gosto bastante, e foi coerente com assuntos já abordados pelo artista. Por conta disso que tirei as fotos pensando em trabalhar em sala de aula. 

Essa é a parte que falei, as obras posicionadas muito altas. E toda a textura usada nas sacolas mal poderia ser vista desta forma. Uma pena!



Clique nas imagens ou abra em uma nova guia para ver em tamanho maior.

Sobre a visita à exposição "ALÉM DA FORMA", MARGS (Abril de 2026)

    Seguindo a ideia do último post, vou continuar postando fotos que eu tiro de obras que gostei nas exposições que eu vou. A exposição da vez é "ALÉM DA FORMA" - abstracionismos no MARGS anos 1940-1970, uma exposição de acervo do MARGS, como tantas outras.

  Nessa curadoria haviam cerca de 120 obras abstratas selecionadas do acervo, de 1940 a 1970. A abstração foge da representação figurativa e naturalista (vigente desde o renascimento). A abstração renuncia a função de representar o mundo exterior, estimulando a subjetividade do artista.¹  

    Tem obras que são figurinhas carimbadas em quase todas exposições de acervo no MARGS, mas que foi diferente agora. Uma das coisas legais dessa exposição foram as obras raramente apresentadas (e algumas que foram restauradas para esta mostra).

    E agora sem mais delongas! As minhas favoritas da exposição tirei foto, e aqui estão:


Christina Balbão. "Sem título", s.d. Óleo sobre tela, 108 x 74 cm. Acervo MARGS. 

Essa obra estampa o panfleto de divulgação da exposição!
Alguns outros detalhes da obra. Clique para aumentar!



Christina Balbão. "Sem título", s.d. Óleo sobre tela, 18,5 x 27 cm. Acervo MARGS. 

Christina Balbão. "Sem título", s.d. Óleo sobre tela, 18 x 27 cm. Acervo MARGS. 

Sobre a visita à exposição "Vende Tela Compra Terra" (Abril 2026) - MARGS

    Toda exposição de arte que eu visito, sempre acabo tirando muitas fotos das obras, e elas acabam meio perdidas nos registros do meu computador. Para deixar as fotos um pouco menos perdidas, decidi começar a postar aqui no blog um pouco sobre as exposições de arte que eu visito. Um dos objetivos de publicar assim, é para também me auxiliar na hora de organizar minhas aulas, caso eu queira mostrar para meus alunos alguma exposição que eu fui (já colocarei as legendas organizadas, etc). 

    Uma das exposições recentes que eu visitei e que mais gostei foi "Vende Tela Compra Terra", do coletivo de pesquisadores e artistas MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin). O coletivo foi fundado em 2013, na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão. 

    Vou colocar as fotos das obras e também textos explicativos que estavam no panfleto (e de outros sites também).

    Para ficar mais organizado, separei por artistas!

Obras de PEDRO MANÁ:


Pedro Maná. "Desenho inspirado no contrato de compra de terra", 2022. 
Hidrocor sobre papel, 21 x 29 cm. Coleção particular. 

Tradução: Fazer pinturas e vendê-las para os brancos com muito dinheiro para comprar terras. Construir preservando a natureza e continuar a trabalhar. 



Pedro Maná. "Yube Inu, Yube Shanu", 2023. Acrílica sobre tela, 167 x 318 cm. Coleção particular. 

    Esse miyui kaya narra a trajetória de um acestral Huni Kuin, Yube Inu, que, após casar-se com Yube Shanu - a mulher jibóia -, passou oa viver junto à família dela. 

    Com eles, aprendeu os saberes relacionados ao preparo e ao consumo da ayahuasca, incluíndo os cantos huni meka, que posteriormente transmitiu ao seu povo. 


Os Nove Espelhos de Alice

    Em 2016, participei do Curso de Extensão Quadrinhos e Artes Sequenciais promovido pelo Instituto de Artes da UFRGS, onde a ideia era fazer uma releitura da história de "Alice através do espelho". O nome do projeto ficou "os 9 espelhos de Alice". E aqui está a minha participação (no fim, não deu em muita coisa esse projeto - já que a ideia inicial era uma publicação e não conseguimos ela. 

    De todo modo, para mim, que sempre gostei de quadrinhos, foi uma experiência interessante.

    O resultado final não ficou no estilo que gostaria por umas questões com o tempo de produção (não daria tempo no prazo estipulado, já que era também meu ano de TCC).  

 



A ideia inicial era que ficasse tipo esse aqui: papeis para fazer o cenário, e tirar foto das cenas "montadas". Mas não deu o tempo necessário. 



E aqui como foram feitos os personagens (desenhando separado, digitalizando e depois colando tudo junto de forma digital. 

Aqui um rascunho da ideia do túnel de transição entre um artista e outro

Aqui outros experimentos que fiz, usando bonecas articuladas de papel e scanner. 





Um pouco mais sobre um trabalho já postado

    Revisitando umas fotos que tinha no computador, acabei descobrindo uma que era de uma peça de cerâmica, antes de ir para o forno. O resultado final eu já havia postado, mas acho que não faz mal colocar de novo, heh. As quatro primeiras fotos foram tiradas com a impressionante-câmera-boa-da-amiga-Lisi.

Antes de queimar, ainda bem úmido


Primeiras peças, começando a formar o ciclo

Bebê nada a ver com esse trabalho, mas que adorei fazer e consegui um amor. 




Depois de pintadas e queimadas a 1000ºC. E a fotinho foi tirada pelo Felipe Pergher <3



Só pra tirar o pó mesmo. E me exibir, claro.

    Depois de muito tempo, abri uma caixinha que andava guardada no sótão da minha casa. Nela tinha esse blog. Então tomei vergonha na cara e resolvo voltar a usá-lo. Quero dizer, tenho trabalhos que fiz no semestre passado, que levei o semestre inteiro fazendo, e nem coloquei aqui, no meu depósito de coisas que fiz. Mas como foram bastante bonequinhas que fiz no semestre anterior, mostrarei aqui como que fiz neste semestre, só por, sabe, colocar uma movimentação nesse blog. Ei.

Foto tirada com carinho por  Felipe Pergher
Peguei um pano úmido com álcool e passei nas quinas deste blog abandonado.

Exposição improvisada - Faculdade de Arte

Trabalho da faculdade de Artes Visuais, onde tivemos que montar uma espécie de exposição com os nossos trabalhos. Fizemos isso em uma sala bem escura dentro de um lugar que não sei bem qual é mais, dentro do IA. Na hora de organizar, decidi por deixar tudo escuro e somente as bonecas iluminadas por lanternas, para dar um ar mais dramático/teatral para elas. Achei toda a experiência muito legal!





"fazendo bico de curadores nas catacumbas do IA"

Cerâmica — 2


Gato feito durante um projeto em dupla na disciplina de Cerâmica, do primeiro semestre do curso.








A cor da cerâmica antes da queima

Cerâmica — 1

Logo no início do primeiro semestre da faculdade, uma veterana havia me dado a argila que tinha sobrado do seu primeiro semestre. Feliz, aceitei, mas, depois de duas aulas, como tinha realmente gostado de "brincar" com a argila, achei que seria melhor comprar uma de melhor qualidade (já que aquela era um pouco mais comum). O professor me falou que seria bom eu colocar a argila de molho na água, peneirar e deixar ela como estava antes, porém limpa (basicamente limpar a argila). Eu o fiz, e em um dia de tarde, testando a argila, fui até noite fazendo essas bonequinhas, que inicialmente eram só garotinhas, depois fui perceber que pareciam muito com um "jogo de damas", e aí estão as damas, em toda sua diversidade que tem por aí.