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Top erros favoritos nas músicas de Raul Seixas

    Já vi muita postagem por aí (em formato de texto, artigo de notícias e até vídeos) falando sobre erros de português nas músicas. Dessa parte gramatical eu não entendo tanto, mas sei que muitos desses "erros" na verdade são apenas para encaixar no ritmo da música. Sendo assim, acredito que os artistas possuem a sua liberdade criativa (liberdade poética) para compor frases que não estão seguindo à risca a gramática da língua portuguesa. 

    Agora, os erros que eu mais gosto não são esses (gramaticais), são aqueles da pronúncia, aqueles que, talvez, somente no momento da gravação se confundiu ou falou/cantou errado e ficou na versão final mesmo assim, ou então palavras que só são pronunciadas erradas pela pessoa uma vida inteira, e ela não percebe tanto, pois já acostumou a pronunciar daquela forma. 

     Como uma grande fã de Raul Seixas, já escutei as músicas dele inúmeras vezes, ao ponto de estar escutando uma música e saber qual será a próxima do disco que vai tocar. Ouvindo tanto, conseguimos também prestar atenção em coisas inúteis das músicas, como por exemplo, os erros de pronúncia. Dito isto, e reforçando que são erros que eu acho legais (então não estou julgando), segue a lista:

 1. 

    A primeira música é a música "Os números", canção de 1976, que está no álbum Eu nasci há dez mil anos atrás. A letra fala sobre números e coisas relacionadas a eles. Na parte que fala do número doze, no lugar de "apóstolos" ele pronuncia "apólos de Cristo".

"É só de pensar no dozeEu então quase desistoSão doze meses do anoDoze apóstolos de CristoDoze hora é meio-diaHaja dito e haja visto"


Curiosidade aleatória: no exato mesmo ano, na Itália, foi lançada a música La serie dei numeri, de Angelo Branduardi, com uma proposta parecida, (mesmo sendo bem diferente). 

2. 

    Neste mesmo disco, tem a música que dá título ao álbum, chamda "Eu nasci há dez mil anos atrás" (abrindo aqui um parêntesis para lembrar que esse título do álbum — e também da música de mesmo nome — é justamente um dos erros mais comentados do Raul Seixas). Meu segundo erro favorito fica em um trecho que ele diz "Eu li os símbolos sagrados de umbanda", mas pronuncia como "símbalos". Depois de tantos anos escutando essa música, ela não parece a mesma se for cantada da forma "correta".




"Eu li!
Eu li os símbolos sagrados de umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E quando todos praguejavam contra o frio
Eu fiz a cama na varanda"

3.  

    E por fim, meu terceiro erro favorito é na música "Tente outra vez", de 1975, que está presente no álbum Novo Aeon. Nela, Raul fala sobre ver as  coisas de outra forma, e sempre dar uma nova chance, pois não está tudo perdido como acreditamos quando estamos passando por algo. Na música, logo nas últimas estrofes, ele fala "basta ser sincero e desejar profundo", e ele pronuncia "dejejar" no lugar de "desejar"! Outra música que não consigo imaginar alguém cantanto da forma "correta"!

"Queira (queira)
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Vai, tente outra vez

Tente (tente)
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez"

    Enfim! Esses foram os meus dois centavos de opinião sobre um assunto completamente inútil, mas que eu achei que seria divertido escrever sobre! :)

Primeiro Post \o/ (e algumas reflexões)

    Não sei muito bem o porquê fiz tudo isso. Talvez um pouco de curiosidade para ver se eu ainda consegui alterar o layout do blogspot com o html, talvez por ter encontrado de forma mais do que conveniente os meus templates antigos do blogspot ou talvez até por ter entrado em uma onda de nostalgia no ano passado (ano em que fiz 30) e um pouco talvez de excluído de como a internet tem andado com suas redes sociais impossíveis de usar.

    Uma postagem (talvez duas), uma propaganda. Em qualquer rede social. Sem falar o pouco que entrega as cartas dos amigos (e até mesmo aquelas páginas que sigo). Não digo quem gostaria de fazer o Orkut de volta, porque mesmo ele está voltando, não seria a mesma coisa. As pessoas estão com a lógica da rede social já quebrada, pensando sempre em usar elas como possibilidade de fazer dinheiro já muito fixa na cabeça. Fora que ninguém mais postaria as fotos sem muito filtro como uma vez (aqui, quero dizer o filtro da seleção das fotos, não no sentido de edição).

    No fim, quando conversamos em ter o Orkut e o MSN de volta, queremos uma época que nunca mais vai voltar , não importa a rede social que surja . Queremos voltar para aquela época de uma internet mais simples, menos pressão, menos performance (para usar uma palavra que está na moda), enfim, outros tempos. E não estou sendo hipócrita, pois eu também talvez usaria novas redes sociais da forma como usamos hoje. Não sei se eu ainda teria capacidade de usar como antigamente. 

    De certa forma, voltar a usar o blog também é uma emulação de como eu gostaria que fosse, não sendo exatamente como era para mim uma vez. E tá tudo bem. Pelo menos aqui eu não espero nada, não existe a sensação de fracasso caso ninguém leia, nem uma expectativa por ser notada, ou algo assim. 
 
 

Sobre a vida... 2020

       Resolvi aproveitar que tenho uma foto bonita e de boa qualidade (crédito depois do texto) para desabafar sobre coisas que estou pensando direto nos últimos dias.

    Os últimos dois anos foram feitos a partir de diversas reviravoltas na trama da minha vida. Em 2019 foi o primeiro ano em que trabalhei desde o início do ano numa escola, na minha área de formação. Essa escola, por alguma coincidência do destino, era perto de onde minha mãe morava quando criança. Foi uma experiência incrível, e, achando que iria ficar na escola por mais uns 5 anos, comecei a fazer uma carteira de motorista para comprar um meio de transporte e ir até lá. Nesse meio tempo minha carga horária aumentou, depois disso. Comecei a estudar e fazer diversos concursos quando comecei a falar que os contratos no Estado poderiam ser fechados no final do ano (não aconteceu).

    Também no mesmo ano comecei a ficar pior do que sempre estava em questão de saúde e acabei descobrindo que tenho Doença de Crohn, uma doença crônica e autoimune. E por mais que no começo eu tenha ficado bem apavorada, agora vejo que foi a melhor coisa que me aconteceu até hoje ter sido inaugurado. Com os tratamentos adequados, hoje eu tenho uma qualidade de vida que não via desde 2012, e sinceramente nem imaginava que eu poderia ter um dia isso. 

    Também teve greve no Estado, que acabou fazendo com que as aulas fossem até janeiro de 2020. E aqui que entra esse ano. 

    Em 2020 fui chamado para um dos concursos que eu tinha feito. Me mudei para uma cidade totalmente nova, tive pela primeira vez a sensação de ter um cantinho somente meu e um quarto que chamo de ateliê, onde faço minhas bonecas. Também comecei a fazer aulas de teatro, uma atividade que estava pensando em fazer há algum tempo. Um novo mundo estava se abrindo.

    Daí surgiu a pandemia, mas acho que não preciso nem comentar. Foi uma loucura para todo o mundo. Fiquei desesperada diversas vezes (e ainda fico em alguns dias), fiquei até madrugada vários dias até conseguir pegar o jeito da coisa (será que já peguei o jeito?). Consegui, no meio dessa loucura, passar na carteira de motorista para carro(larguei da moto, pra quem sabia que eu estava fazendo), começar um pós e descobrir felizmente que entrei na remissão da doença depois de um ano de tratamento. E agora busco os meus objetivos para o próximo ano.

    Não fiz nem perto da metade do que gostaria, muitos planejamentos foram para o ralo abaixo. Mas coisas boas surgiram também: passei mais tempo perto do Felipe, aprendendo a fazer receitas novas e melhorar o que já temos. Voltei a desenhar pela infelicidade de não ter tanto tempo para me dedicar às bonecas como gostaria, mas voltei a desenhar. Aprendi a ter mais calma em alguns momentos. E também aprender que da vida a gente não pode esperar com muita certeza nada. De 2018 até agora, pouca coisa consegui planejar, mas felizmente todas as mudanças foram positivas, e espero que continuem sendo. 

    Esse desabafo é bem aleatório, só queria dizer que estou feliz, apesar de bem cansada também. Acho que é o clima natalino se aproximando. 


CRÉDITOS DA FOTOGRAFIA: 

Fotografia : Sabrina Fragoso

Diretor/Professor : Guilherme Carniell

Espaço Coletivo das Artes

#1 — O como resolvi fazer BJDs de cerâmica (2014)

     No curso que eu faço (Artes Visuais), o primeiro e o segundo semestre é só de cadeiras obrigatórias, e então só na segunda parte podemos escolher as cadeiras que realmente queremos fazer. No primeiro semestre eu tive uma disciplina de cerâmica, onde fiz esses trabalhos aqui . Só que no fim do semestre me veio uma ideia brilhante de fazer uma bonequinha de cerâmica, porém articulada. Inocente neste ponto, mal sabia que milhares de pessoas já tinham feito isso, só que com porcelana, que é basicamente uma argila só que boa. Então primeiro eu pensei em alguma coisa que juntasse como aquelas bonecas de plástico, só que eu então teria que queimar com todas as pecinhas já "grudadas". Não sei se eu fiz claro, mas não importa, já que não ia dar certo, de todo modo. Foi o que eu falei, e eu fiz bem em seguir. 

    O problema é que no segundo semestre eu tive que fazer outras cadeiras e acabei ficando sem tempo de testar, o que na verdade, verdade, nem foi um problema, foi uma ótima solução. Meus planos, já que eu não sabia de nada, antes, eram de fazer bonecas articuladas como esses manequins, mas só com as bolinhas de madeira. Mas, como tudo antes de fazer, você pesquisa pra saber o impacto revolucionário que está sendo no mundo, ou o quão babaca por fazer algo que todos já fizeram. E descobri que era a segunda opção. Já havia milhares de pessoas que faziam bonequinhas articuladas de porcelana por aí, e que eu só iria querer problemas tentando fazer com um material da mesma linha, porém mais grosseiro. 

    Foi então que eu descobri aquelas bonequinhas, elas se chamavam BJD, ou seja, Ball Jointed Dolls. Elas são exatamente o que é a tradução mais porcamente literal que eu consigo fazer: são bonecas juntas por bolas. Como aquele manequim de madeira que vende nas lojas para pessoas que gostam de desenhar. Só que de porcelana, ou de resina. E para ser bem sincera, eu nem sei bem o que é resina e como funciona. E porcelana eu sei o que é, e, com razão por isso, sei que é um pouco mais caro do que eu gostaria que fosse.  

    Resolvi fazer o mesmo, quero dizer, se tantas pessoas interessadas, eu também vou conseguir. Eu espero isso, pelo menos.

    Quando eu descobri que queria fazer essas bonecas, como BJD, fui dar uma bela de uma pesquisada. Vi diversas bonecas e criei até umas paixões platônicas por algumas.  

    Depois de um tempo procurando bonecas novas para admirar (e me decepcionando, porque a maior parte parece que saiu de dentro de um anime /mangá, e para mim isso não é nada legal), resolvi parar de tentar achar bonecas novas e começar a procurar a origem delas. Como eu sou meio burrinha e não-sei-inglês-nesse-mundo-horrível-onde-quem-não-sabe-inglês-não-lê, foi um pouco complicado achar a origem delas. Mas tudo deu certo e eu consegui, ou eu acho que consegui. 

    E aqui temos algumas fotos das primeiras BJDs em cerâmica que fiz (não muito boas, mas é o que temos):


São muitas imagens, então clique em ler mais! :)

Conversando comigo, como em 2009 - (2013)