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Relicário das minúsculas conquistas

    Quando abri meu olho debaixo d'água e vi um borrão (que era para ser minha mão), lembrei na hora da primeira aula de natação, que chorei por não conseguir abaixar o rosto e encostar ele na água - e que só não desisti ali, na primeira aula mesmo, porque já tinha me inscrito para o plano anual.

    Desde pequena tinha medo de água entrando no olho, naquele nível de secar o olho assim que eu lavava o rosto no banho, para poder prosseguir normalmente. Aí claro, assim como quem tem medo de cagar não come, então quem tem medo de molhar o olho, não nada. E por isso que lá em 2024 me inscrevi no plano anual logo de cara. Não queria chegar nos 30 com esse medo todo. 

    Mas outro dia, em uma aula de natação, conversei com a professora sobre a importância de não ficar dependente de óculos, já que eles não estarão em outras situações no dia-a-dia. Fiquei reflexiva sobre e então experimentei. 

    No primeiro momento, tentei nadar de olho fechado sem óculos. Meio estranho, mas segui: precisava me acostumar, afinal. Depois, decidi fazer o nado peito e abrir o olho quando levantasse a cabeça para respirar, e foi aí que tudo mudou: abri o olho sem querer enquanto ainda estava embaixo d'água! :O

    Como quando abri o olho a visão ficou embaçada, fiquei na dúvida se era verdade mesmo ou imaginei, então fiz o teste prático: abri minhas mãos debaixo d'água e tentei abrir o olho... E lá elas estavam!!!!! Muito muito embaçadas, mas definitivamente ERAM MINHAS MÃOS! EU ESTAVA VENDO DEBAIXO D'ÁGUA!!!!

    E assim, algo que para muitos (inclusive crianças) é comum, para mim foi extraordinário a nível de escrever sobre para não esquecer dessa conquista 🤪🤣


Tentei representar como ficou a imagem da minha mão debaixo d'água, 
naqueles 0.2 segundos que meu olho conseguiu abrir xD

    É isso! Até uma próxima conquista! Que espero que seja poder abrir os olhos por 1 segundo inteiro debaixo d'água, haha

Templates do Blogspot (e muita conveniência).

    Eu tinha visto um vídeo na internet, onde dizia algo como "o ano era 2010 e eu passava a tarde inteira mexendo no HTML do meu Blogspot até ✨ficar perfeito✨". Ou algo nesse sentido. E puta merda , que nostalgia que deu naquela hora. E os pensamentos que vieram junto? "Será que eu ainda sei usar o blogspot/blogger?", "Será que hoje em dia saberia alterar os layouts, como fazia uma vez?". Nessa nostalgia avassaladora, resolvi testar essas questões, e fui atrás de editar um template novamente. Como você pode ver aqui, consegui.

     Não foi fácil de começar, fiquei vários dias procurando por aí na internet, para ver se ainda existiam esses modelos para baixar e instalar. O que dificultou no início foi a ideia de querer um layout que parecesse um pouco com o windows XP, estava com isso na cabeça. 

    Inclusive:  Encontrei um aplicativo de celular que “transforma” a área de trabalho do Android no estilo do Windows XP, com algumas das funcionalidades (mas na hora de entrar em um aplicativo, entra normal). A bateria do celular acaba bem mais rápida, mas por outro lado fico bem mais feliz quando olho para aquela tela com o botão "start". 

    Encontrei o app aqui: clique aqui para ir para a página .

 

Como ficou a tela inicial do celular
Como ficou a tela inicial do meu celular

 
    Depois de procurar muito, descobri que não conseguiria editar o template para ficar com o botão iniciar como no windows (fixo na parte inferior da tela), então desisti da ideia, e resolvi fazer de outra forma. Nesse momento descobri duas coisas: 

1) tem um layout do tumblr que tem a cara do windows XP (pena que não uso tumblr)

2) de forma totalmente conveniente, encontre os modelos antigos do meu antigo blog em um HD do meu pai (que era de um computador antigo que foi recuperado o HD dele). 

    Graças ao item 2 , consegui aprender novamente (pesquisando um pouco, claro) a modificar e achar um layout que eu gostasse do resultado. Fiz ele inspirado em um modelo antigo do meu blog, mas agora coloquei ideias novas. 

     Aqui uma foto de como era o meu layout antigo. Nesse que eu fiz novo, peguei a ideia geral dele, mas adicionei coisas novas (tipo a ideia das pastas de computador - ainda por causa daquela ideia do windows que eu queria ter feito inicialmente). 

 



 
 
 
Por enquanto é isso. Ainda estou um pouco perdida sobre o que postarei por aqui, então comecei a falar do processo inicial mesmo. Talvez aproveite para voltar a escrever (nem que seja sobre coisas banais).

Primeiro Post \o/ (e algumas reflexões)

    Não sei muito bem o porquê fiz tudo isso. Talvez um pouco de curiosidade para ver se eu ainda consegui alterar o layout do blogspot com o html, talvez por ter encontrado de forma mais do que conveniente os meus templates antigos do blogspot ou talvez até por ter entrado em uma onda de nostalgia no ano passado (ano em que fiz 30) e um pouco talvez de excluído de como a internet tem andado com suas redes sociais impossíveis de usar.

    Uma postagem (talvez duas), uma propaganda. Em qualquer rede social. Sem falar o pouco que entrega as cartas dos amigos (e até mesmo aquelas páginas que sigo). Não digo quem gostaria de fazer o Orkut de volta, porque mesmo ele está voltando, não seria a mesma coisa. As pessoas estão com a lógica da rede social já quebrada, pensando sempre em usar elas como possibilidade de fazer dinheiro já muito fixa na cabeça. Fora que ninguém mais postaria as fotos sem muito filtro como uma vez (aqui, quero dizer o filtro da seleção das fotos, não no sentido de edição).

    No fim, quando conversamos em ter o Orkut e o MSN de volta, queremos uma época que nunca mais vai voltar , não importa a rede social que surja . Queremos voltar para aquela época de uma internet mais simples, menos pressão, menos performance (para usar uma palavra que está na moda), enfim, outros tempos. E não estou sendo hipócrita, pois eu também talvez usaria novas redes sociais da forma como usamos hoje. Não sei se eu ainda teria capacidade de usar como antigamente. 

    De certa forma, voltar a usar o blog também é uma emulação de como eu gostaria que fosse, não sendo exatamente como era para mim uma vez. E tá tudo bem. Pelo menos aqui eu não espero nada, não existe a sensação de fracasso caso ninguém leia, nem uma expectativa por ser notada, ou algo assim. 
 
 

Relatos de Sala de Aula #1 - "tasi"

No ano passado, em uma das turmas em que leciono, começou uma onda dos alunos de mandar o coleguinha "calar a boca". Quando jovem, eu usava muito essa expressão, mas percebi em algum momento que é horrível. Disse então aos alunos que "cala a boca" é um termo muito feio, e que poderia ser substituído por "silêncio", "vamos parar de conversar", dentre outras opções. Mas não vingou muito, porque né, adolescentes. Então eu falei da expressão "tasi", que em talian (dialeto veneto muito usado no interior do RS) quer dizer algo como silêncio, ficar quieto, ou algo assim. Pelo menos é o que outros alunos de uma cidade do interior me ensinaram, hahah. 

No fim, deu certo. Os alunos gostaram muito da expressão e eles acabaram usando ao longo do ano.

Neste ano, dois desses alunos dessa turma que falei do tasi, agora estão em outra turma. E hoje aconteceu algo semelhante: um aluno pediu para o outro "calar a boca", ao que respondi que poderia ser dito de uma forma mais educada. No mesmo instante esses alunos que eram da turma X ano passado, começaram a falar o tal do "tasi". 

E eu achei muito curioso, porque, realmente, falamos muitas coisas ao longo do ano para as turmas, mas não temos controle nenhum de qual das informações que passamos vai ficar gravada de alguma forma com eles. E muitas vezes nem assunto da matéria realmente pode ser o que fica na memória. E assim também tenho muitas memórias de coisas que professores falaram em aula. E pouquíssimas delas são de conteúdos.

Frases ditas por professores da época de escola que eu nunca esqueci:

"Se este aqui é um galinheiro, eu sou a maior galinha de todas"

"Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe"

"— O que uma impressora disse para a outra? 
— Essa cópia é sua ou é impressão minha?"

"Socorram-me subi num ônibus em marrocos" (esse pelo menos tinha a ver com conteúdo trabalhado)



Sobre a vida... 2020

       Resolvi aproveitar que tenho uma foto bonita e de boa qualidade (crédito depois do texto) para desabafar sobre coisas que estou pensando direto nos últimos dias.

    Os últimos dois anos foram feitos a partir de diversas reviravoltas na trama da minha vida. Em 2019 foi o primeiro ano em que trabalhei desde o início do ano numa escola, na minha área de formação. Essa escola, por alguma coincidência do destino, era perto de onde minha mãe morava quando criança. Foi uma experiência incrível, e, achando que iria ficar na escola por mais uns 5 anos, comecei a fazer uma carteira de motorista para comprar um meio de transporte e ir até lá. Nesse meio tempo minha carga horária aumentou, depois disso. Comecei a estudar e fazer diversos concursos quando comecei a falar que os contratos no Estado poderiam ser fechados no final do ano (não aconteceu).

    Também no mesmo ano comecei a ficar pior do que sempre estava em questão de saúde e acabei descobrindo que tenho Doença de Crohn, uma doença crônica e autoimune. E por mais que no começo eu tenha ficado bem apavorada, agora vejo que foi a melhor coisa que me aconteceu até hoje ter sido inaugurado. Com os tratamentos adequados, hoje eu tenho uma qualidade de vida que não via desde 2012, e sinceramente nem imaginava que eu poderia ter um dia isso. 

    Também teve greve no Estado, que acabou fazendo com que as aulas fossem até janeiro de 2020. E aqui que entra esse ano. 

    Em 2020 fui chamado para um dos concursos que eu tinha feito. Me mudei para uma cidade totalmente nova, tive pela primeira vez a sensação de ter um cantinho somente meu e um quarto que chamo de ateliê, onde faço minhas bonecas. Também comecei a fazer aulas de teatro, uma atividade que estava pensando em fazer há algum tempo. Um novo mundo estava se abrindo.

    Daí surgiu a pandemia, mas acho que não preciso nem comentar. Foi uma loucura para todo o mundo. Fiquei desesperada diversas vezes (e ainda fico em alguns dias), fiquei até madrugada vários dias até conseguir pegar o jeito da coisa (será que já peguei o jeito?). Consegui, no meio dessa loucura, passar na carteira de motorista para carro(larguei da moto, pra quem sabia que eu estava fazendo), começar um pós e descobrir felizmente que entrei na remissão da doença depois de um ano de tratamento. E agora busco os meus objetivos para o próximo ano.

    Não fiz nem perto da metade do que gostaria, muitos planejamentos foram para o ralo abaixo. Mas coisas boas surgiram também: passei mais tempo perto do Felipe, aprendendo a fazer receitas novas e melhorar o que já temos. Voltei a desenhar pela infelicidade de não ter tanto tempo para me dedicar às bonecas como gostaria, mas voltei a desenhar. Aprendi a ter mais calma em alguns momentos. E também aprender que da vida a gente não pode esperar com muita certeza nada. De 2018 até agora, pouca coisa consegui planejar, mas felizmente todas as mudanças foram positivas, e espero que continuem sendo. 

    Esse desabafo é bem aleatório, só queria dizer que estou feliz, apesar de bem cansada também. Acho que é o clima natalino se aproximando. 


CRÉDITOS DA FOTOGRAFIA: 

Fotografia : Sabrina Fragoso

Diretor/Professor : Guilherme Carniell

Espaço Coletivo das Artes

Fotos aleatórias do antigo blog

 Estou colocando as fotos aqui, porque não sei a qual post originalmente pertencem (ou talvez são posts desinteressantes demais para passar para este blog aqui), mas que eu gosto da foto em si. Então vou deixar uma descrição em cada uma delas (como se alguém tivesse perguntado, mas enfim). 

"Caminhoneira Girl", nome dado em uma época que eu não fazia ideia de que "caminhoneira" poderia ser qualquer coisa além do que uma mulher que dirige caminhão. Uma heroína ícone queer sem nem saber.

O nome "caminhoneira" era por conta dos óculos Rayban verdes do meu pai, que achava que passavam essa vibe. Nessa hq que eu tinha feito, os personagens entravam dentro do Orkut e saíam pelo avast. 


Cabeçalho do meu antigo blog (um dos trocentos cabeçalhos/layouts/templates diferentes que tive)

Da época da faculdade. "Jogo de Damas", sendo, literalmente, damas. Uau, como era criativa e revolucionária!


Homem aranha fabuloso, que usei nos desenhos do início da faculdade. Foto do dia em que apresentei esse trabalho. 
Foto no museu, a exposição era "cromomuseu". Gostava muito dessa foto. 

BJD em argila. Um projeto enorme. 

Crítica-social-foda.jpg
Da faculdade, aula de cerâmica. 
Fotos do meu cabelo bonitinho. 
Gosto dessa também, essa franjona meio emo. 
Meio emo, meio hipster. Sendo que não era nenhum dos dois. 
Casaco da minha turma do terceirão. Perdi ele na faculdade e nunca mais recuperei e nem me recuperei/aceitei a perda 😭
O tal do óculos de caminhoneira lá. 
Apresentação de teatro na escola. Eu não era realmente "colorida". Nem sei se já tinha escutado restart nessa época aí. 
Outra foto desse teatro. 
Foto de "perfil" do blog que eu usava uma vez.
Joelho Preto e Pescoço Fino. HQ da minha época de adolescência. Muito punks eles. 
Outro layout do meu blog. Não sei muito bem qual era meu objetivo nesse aqui, ahhahaha bem aleatório. 
Outro fundo de blog. 
Mais um... Com um autorretrato péssimo. Inspirado no Ps que eu usava a milhões na época. É isso. :D

Sobre o Ano Novo

Nesse ano novo eu só não usei a mesma roupa que no passado porque eu achei uma mais legal na hora. Mas o lugar onde eu "comemorei", o que eu estava fazendo e minhas reações foram as mesmas. Estava na casa do meu tio (que não era exatamente a mesma que no ano passado, porque assim, ele se mudou), estava desenhando quase durante todo o tempo, e minhas reações não eram nada positivas.

Tinha inda a questão dos fogos de artifício, que, além de me fazerem piscar os olhos de maneira frenética, eu ficava com medo que alguém resolvesse dar uns tiro aproveitando o barulho dos fogos (sério). 

Claro que o mais importante do Ano Novo é justamente a comida, então esta parte eu aproveitei bem. Desenhei bastante (mais do que esses quadrinhos aí em baixo) e vi bastante programas de fofoca na TV, já que era o que me restava. 



Conversando comigo, como em 2009 - (2013)

 

— Pai (2012)

— Pai

— Quê?

— Você conhece a piada do pônei?

— Onde você a pegou?

— Como assim, onde eu aprendi? Tipo, só responda a piada

— Não, quero saber de onde você conhece.

— E o que isso vai mudar?

—Nada.

— não?

— ...

— Tá, pai, de novo: Tu conhece a piada do pônei?

— Conta.

— Não, pai, você tem que responder se você conhece ou não. Só isso.

—Tá.

— Você conhece a piada do pônei?

—Conheço.

— O quê? Se você conhece a conta então!

— hehehe — sim, meu pai ri assim

— Tá, pai, eu não vou falar novamente: TU. CONHEÇA. A. PIADA. FAZER. PÔNEI?!?!??

— Não, me conta.

— ARRRRRGHHHHHH.


A essa altura, obviamente eu já tinha desistido de fazer uma piada. Consegui até terminar, mas meu pai deu uma risada de "não entendi, hehe" (e isso foi sublinarmente escrito na sua risada) e parei por aí.
Fui fazer bolhas de sabão que são as melhores.

Dia de artista (2012)


   Semana corrida? Talvez. Dia agitado? Muito.

   Me sinto mais viva quando estou com o dia cheio de tarefas para serem cumpridas. Acho mais legal ainda quando elas têm um prazo bem próximo para ser entregue - ou seja, adoro deixar para fazer tudo em cima da hora só para ter a sensação de ser super ocupado e conseguir terminar tudo no fim do dia e dizer que foi moleza e tranquilo o dia.
Mas hoje nem foi tão em cima da hora, juro. Fiz dois painéis hoje (que na verdade eram mapas ao avesso) sobre o tema "estudar vale a pena" (e não, não vou explicar os cartazes. Tirem suas próprias instruções):






Explicação para os nomes absurdos dos meus gatos (ilustrado) - 2012

    Uma coisa que, certamente, não tem como fazer, é falar de mim sem falar dos meus gatos. Quem tem gatos ou simplesmente os adora, sabe que cada um tem uma personalidade, um gosto, uma forma de agir completamente diferente de qualquer outro gato. E, sinceramente, não dá pra viver sem ficar falando o quanto eles são fofos correndo pela casa de manhã pedindo comida, dá?


5 motivos para você não usar luvas de borracha (ilustrado) - 2012


Chocolates, doces chocolates

 Enfim achei um tempinho e deixei meu layout do Blog mais legal. É, não dá pra notar muita diferença, eu sei. Mas notem: O Blog ficou mais escuro, o que deixa uma impressão maior de que o fundo é de papelão ( sim, pra quem não sabia é papelão esse fundo, por mais que não pareça), e além do papelão mais escuro, mudei o final dele. Uma vez era um all star bem mal feito, agora tem um carrinho e algumas coisinhas a mais, claro. Em suma, ficou um amorzinho assim, eu acho. Quer dizer, o dono sempre gosta de seus animais de estimação, e então a regra vale também pra eu com meu Blog.

Cabeçalho novo!

Como era o final dele
Como está agora

           E sobre a Páscoa: Não, não ganhei milhares de chocolates nem um Ovo Kinder. Mas eu ganhei uma barra de um quilo de chocolate, e tem um saco de bombons cheinho no armário (sim, levarei amanhã na aula para repartir com meus melhores amiguinhos de aula), e realmente eu to bem feliz com esse presente. Na verdade um presente perfeito de páscoa seria um namorado, mas como eu sei que não terei isso muito em breve, fico super feliz e animada com chocolates, que deixam-nos felizes com o seu açúcar e sua gostosura indescritível. Eu acho que eu abandonei completamente meu diário de HQs. E pensar que em 2009 eu escrevia todos os dias nele, chega de ser assustador. É, eu acho que já falei milhares e milhares de vezes sobre esse meu antigo diário de bordo. Onde todos os dias eu escrevia. Ou melhor, desenhava. Já que era um diário em forma de HQ's (Histórias em Quadrinhos). Claro que eu não escrevia nada de útil nele, já que em 2009 eu tinha 13 anos (me corrijam se minha matemática estiver meio ruim. Só pra constar, tenho 15 anos), e uma criança com 13 anos não faz nada de útil ao ponto de escrever em histórias em quadrinhos e ficar legal. Quero dizer, eu pelo menos não fazia nada de útil, não estou generalizando (apesar de achar que nenhuma criança de 13 anos faça).

          E não sei porque, sinto que não estou dizendo nada com nada hoje.
          Bom, pra vocês entenderem melhor sobre as minhas tão comentadas por mim histórinhas em quadrinhos que eram pra ser na verdade um diário, mas que na verdade virou um diário público, já que não diz nada com nada, mostrarei uma página ou duas dela. =) E me lembrem para eu falar algum dia desses sobre a minha gata Mimo que morreu quando eu estava na 5ª série. Eu adoro contar a história dela. =)




Oi, Senta que lá vem história... (2011)

   Quando eu era pequena, eu sempre via minha mãe costurando as roupas delas. Ou melhor, arrumando as roupas que ela comprou. Tipo, ela comprou um vestido, por exemplo, e ai ela não gostava da alça. Pra que ela, certo? Tirava e botava o que ela queria. E isso funcionou com praticamente todas as roupas que ela comprou. E eu, criança feliz, já me pré-preparando para o meu futuro destino de designer, o que eu mais queria era aprender a costurar na máquina, e fazer roupas. É, só que como criança, eu não penso em roupas pra ser sincera, e sim em bonecas.

    É, depois de anos, anos, e muitos anos desse lindo fato recém descrito acima, eu resolvi então voltar a tentar fazer bonecas. Mas como eu ainda não sabia mexer na máquina, costurava a mão mesmo. É, o máximo que eu consegui fazer a mão foi uma boneca (que até hoje não terminei de por os cabelos nela. Porque, sinceramente, é um saco por fio por fio na cabeça da cria né), que ainda nem era tão bonitinha. E foi a 2ª melhor que eu fiz até hoje. Porque a primeira, eu fiz hoje. E, pela primeira vez, fiz na MÁQUINA DE COSTURA. Sim, eu aprendi a mexer na joça de máquina. Ou quase isso. Com meu pai me ajudando a engraxar ela. Porque assim, a máquina de costura não é das mais novas, ninguém a ocupava um bom tempo, então como ela tava mofando lá sozinha, precisava ser reengraxada, certo? Sim, certo. 
    
    Voltando: Eu fiz então a boneca, aquela que eu tanto queria fazer na máquina, e adivinhem? Ela ficou uma poooorcaria! Mas já era de se imaginar isso. Feita por mim né (risos).
    
    Então, na esquerda a minha pior boneca existente (natalia do futuro está aqui para dizer: perdi o arquivo da primeira foto, nem sei qual que é), e na direita, a melhor (feita hoje, no caso):



Outono maroto (2011)

     Quando está frio demais, meus banhos costumam ser quentes demais.

    Tão quente que eu acabei pegando bronzeado de tanta queimadura na minha pele. Tão quente que quando eu respiro parece que estou fazendo nebulização.

    É tão quente que eu não sei se o que tá evaporando é da minha pele ou da água. Quando estiver frio demais, diminua a circulação nos meus dedos; eles ficam inchados e gordos. Tão ridículo de tão feios, que se eu não colocar uma luva, é um problema.  Quando fica frio demais, até meus gatinhos resolvem virar simpáticos comigo e subir no meu colo. E por fim, quando está frio demais, eu acabei mudando meu nome pra Natalia Cebola, de tanta roupa que coloco. Aliás, querem saber como eu me vi nesse outoninho marotinho que tá tendo?