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Oi, Thedy. (2011)

    Sabe aqueles dias em que horas dizem nada? E você nem troca o pijama, preferia estar na cama? É, essa foi a minha manhã, até descobrir que... Bom, contaremos desde o inicio. 

    Essa semana enquanto eu passava em frente ao ginásio, eu via que estavam arrumando, fazendo alguma coisa do tipo "vai ter um show aqui". Claro, eu já to acostumada com eventos "dãs" que sempre fazem aqui na frente. E, pra quem não sabe, eu moro na frente do centro olímpico. Bom, como to acostumada, nem me dei ao trabalho de procurar saber o que que teria, até mesmo porque disseram pra mim que teria algo a ver com professores. Maaas, quando acordei de manhã, liguei a televisão, e comecei a ver a SBT, só que eu notei que tinha um som conhecido. Tipo, parecido com alguma banda dos anos 80, que eu por sinal não me lembrava quem era. Então, vim pro computador, pra ver se vinha inspiração pra escrever algo. Só que aquele som se tornou mais nitido, e pude perceber que era a voz do Thedy Corrêa. É, e eu e minha irmã então fomos para frente de casa pra ver o Show do Nenhum de Nós. Ok, já estava na metade quando chegamos, mas né. Não é sempre que se tem algo decente na frente da minha casa né. Eu acho que é a melhor coisa que já teve no ginásio. Sério. Normalmente, tem umas mulherzinha que não sabe cantar cantando, apresentações de dança, de futilidades, e coisas do gênero, sabe [OBS. da Natalia do Futuro: MEU DEUS COMO EU ERA CHATA]. Ou então aquelas pessoas premiando um bolo na frente do palco, enquanto as crianças ficam brincando nos brinquedos infláveis. Na real, eu sou uma dessas crianças que ficam nos brinquedos infláveis. Quer dizer, tem que aproveitar enquanto se tem cara de criança, porque depois que se passa dos 20, se torna um tanto vergonhoso a ida a brinquedos infláveis, certo? E eu não quero esperar ter uma criança pra cuidar pra poder ir brincar com a desculpa de ela ter medo de ir sozinha. Então aproveito meu tempo que ainda resta pra isso.

    Eras isso.


Edição da Natalia do Futuro:
Esse dia foi bem massa, porque eu estava escutando músicas conhecidas mas achava que era tipo cover, não tinha noção de que eram eles mesmos, daí achei bem legal. Bons tempos esses em que a secretaria de educação chamava bandas boas — falo isso mas não tenho ideia de como está hoje, já que não moro mais ali. 
Outra coisa legal: um dia desses, num desses encontros casuais, pesquisando pela internet, eu encontrei um vídeo desse dia aí, e era exatamente como eu me lembrava, com eles cantando a versão de "Starman" (Astronauta de Mármore) no final da apresentação. 
MAS ENFIM, aqui o vídeo que comentei: 



Oi, Senta que lá vem história... (2011)

   Quando eu era pequena, eu sempre via minha mãe costurando as roupas delas. Ou melhor, arrumando as roupas que ela comprou. Tipo, ela comprou um vestido, por exemplo, e ai ela não gostava da alça. Pra que ela, certo? Tirava e botava o que ela queria. E isso funcionou com praticamente todas as roupas que ela comprou. E eu, criança feliz, já me pré-preparando para o meu futuro destino de designer, o que eu mais queria era aprender a costurar na máquina, e fazer roupas. É, só que como criança, eu não penso em roupas pra ser sincera, e sim em bonecas.

    É, depois de anos, anos, e muitos anos desse lindo fato recém descrito acima, eu resolvi então voltar a tentar fazer bonecas. Mas como eu ainda não sabia mexer na máquina, costurava a mão mesmo. É, o máximo que eu consegui fazer a mão foi uma boneca (que até hoje não terminei de por os cabelos nela. Porque, sinceramente, é um saco por fio por fio na cabeça da cria né), que ainda nem era tão bonitinha. E foi a 2ª melhor que eu fiz até hoje. Porque a primeira, eu fiz hoje. E, pela primeira vez, fiz na MÁQUINA DE COSTURA. Sim, eu aprendi a mexer na joça de máquina. Ou quase isso. Com meu pai me ajudando a engraxar ela. Porque assim, a máquina de costura não é das mais novas, ninguém a ocupava um bom tempo, então como ela tava mofando lá sozinha, precisava ser reengraxada, certo? Sim, certo. 
    
    Voltando: Eu fiz então a boneca, aquela que eu tanto queria fazer na máquina, e adivinhem? Ela ficou uma poooorcaria! Mas já era de se imaginar isso. Feita por mim né (risos).
    
    Então, na esquerda a minha pior boneca existente (natalia do futuro está aqui para dizer: perdi o arquivo da primeira foto, nem sei qual que é), e na direita, a melhor (feita hoje, no caso):



Outono maroto (2011)

     Quando está frio demais, meus banhos costumam ser quentes demais.

    Tão quente que eu acabei pegando bronzeado de tanta queimadura na minha pele. Tão quente que quando eu respiro parece que estou fazendo nebulização.

    É tão quente que eu não sei se o que tá evaporando é da minha pele ou da água. Quando estiver frio demais, diminua a circulação nos meus dedos; eles ficam inchados e gordos. Tão ridículo de tão feios, que se eu não colocar uma luva, é um problema.  Quando fica frio demais, até meus gatinhos resolvem virar simpáticos comigo e subir no meu colo. E por fim, quando está frio demais, eu acabei mudando meu nome pra Natalia Cebola, de tanta roupa que coloco. Aliás, querem saber como eu me vi nesse outoninho marotinho que tá tendo?