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Sobre a vida... 2020

       Resolvi aproveitar que tenho uma foto bonita e de boa qualidade (crédito depois do texto) para desabafar sobre coisas que estou pensando direto nos últimos dias.

    Os últimos dois anos foram feitos a partir de diversas reviravoltas na trama da minha vida. Em 2019 foi o primeiro ano em que trabalhei desde o início do ano numa escola, na minha área de formação. Essa escola, por alguma coincidência do destino, era perto de onde minha mãe morava quando criança. Foi uma experiência incrível, e, achando que iria ficar na escola por mais uns 5 anos, comecei a fazer uma carteira de motorista para comprar um meio de transporte e ir até lá. Nesse meio tempo minha carga horária aumentou, depois disso. Comecei a estudar e fazer diversos concursos quando comecei a falar que os contratos no Estado poderiam ser fechados no final do ano (não aconteceu).

    Também no mesmo ano comecei a ficar pior do que sempre estava em questão de saúde e acabei descobrindo que tenho Doença de Crohn, uma doença crônica e autoimune. E por mais que no começo eu tenha ficado bem apavorada, agora vejo que foi a melhor coisa que me aconteceu até hoje ter sido inaugurado. Com os tratamentos adequados, hoje eu tenho uma qualidade de vida que não via desde 2012, e sinceramente nem imaginava que eu poderia ter um dia isso. 

    Também teve greve no Estado, que acabou fazendo com que as aulas fossem até janeiro de 2020. E aqui que entra esse ano. 

    Em 2020 fui chamado para um dos concursos que eu tinha feito. Me mudei para uma cidade totalmente nova, tive pela primeira vez a sensação de ter um cantinho somente meu e um quarto que chamo de ateliê, onde faço minhas bonecas. Também comecei a fazer aulas de teatro, uma atividade que estava pensando em fazer há algum tempo. Um novo mundo estava se abrindo.

    Daí surgiu a pandemia, mas acho que não preciso nem comentar. Foi uma loucura para todo o mundo. Fiquei desesperada diversas vezes (e ainda fico em alguns dias), fiquei até madrugada vários dias até conseguir pegar o jeito da coisa (será que já peguei o jeito?). Consegui, no meio dessa loucura, passar na carteira de motorista para carro(larguei da moto, pra quem sabia que eu estava fazendo), começar um pós e descobrir felizmente que entrei na remissão da doença depois de um ano de tratamento. E agora busco os meus objetivos para o próximo ano.

    Não fiz nem perto da metade do que gostaria, muitos planejamentos foram para o ralo abaixo. Mas coisas boas surgiram também: passei mais tempo perto do Felipe, aprendendo a fazer receitas novas e melhorar o que já temos. Voltei a desenhar pela infelicidade de não ter tanto tempo para me dedicar às bonecas como gostaria, mas voltei a desenhar. Aprendi a ter mais calma em alguns momentos. E também aprender que da vida a gente não pode esperar com muita certeza nada. De 2018 até agora, pouca coisa consegui planejar, mas felizmente todas as mudanças foram positivas, e espero que continuem sendo. 

    Esse desabafo é bem aleatório, só queria dizer que estou feliz, apesar de bem cansada também. Acho que é o clima natalino se aproximando. 


CRÉDITOS DA FOTOGRAFIA: 

Fotografia : Sabrina Fragoso

Diretor/Professor : Guilherme Carniell

Espaço Coletivo das Artes

Fotos aleatórias do antigo blog

 Estou colocando as fotos aqui, porque não sei a qual post originalmente pertencem (ou talvez são posts desinteressantes demais para passar para este blog aqui), mas que eu gosto da foto em si. Então vou deixar uma descrição em cada uma delas (como se alguém tivesse perguntado, mas enfim). 

"Caminhoneira Girl", nome dado em uma época que eu não fazia ideia de que "caminhoneira" poderia ser qualquer coisa além do que uma mulher que dirige caminhão. Uma heroína ícone queer sem nem saber.

O nome "caminhoneira" era por conta dos óculos Rayban verdes do meu pai, que achava que passavam essa vibe. Nessa hq que eu tinha feito, os personagens entravam dentro do Orkut e saíam pelo avast. 


Cabeçalho do meu antigo blog (um dos trocentos cabeçalhos/layouts/templates diferentes que tive)

Da época da faculdade. "Jogo de Damas", sendo, literalmente, damas. Uau, como era criativa e revolucionária!


Homem aranha fabuloso, que usei nos desenhos do início da faculdade. Foto do dia em que apresentei esse trabalho. 
Foto no museu, a exposição era "cromomuseu". Gostava muito dessa foto. 

BJD em argila. Um projeto enorme. 

Crítica-social-foda.jpg
Da faculdade, aula de cerâmica. 
Fotos do meu cabelo bonitinho. 
Gosto dessa também, essa franjona meio emo. 
Meio emo, meio hipster. Sendo que não era nenhum dos dois. 
Casaco da minha turma do terceirão. Perdi ele na faculdade e nunca mais recuperei e nem me recuperei/aceitei a perda 😭
O tal do óculos de caminhoneira lá. 
Apresentação de teatro na escola. Eu não era realmente "colorida". Nem sei se já tinha escutado restart nessa época aí. 
Outra foto desse teatro. 
Foto de "perfil" do blog que eu usava uma vez.
Joelho Preto e Pescoço Fino. HQ da minha época de adolescência. Muito punks eles. 
Outro layout do meu blog. Não sei muito bem qual era meu objetivo nesse aqui, ahhahaha bem aleatório. 
Outro fundo de blog. 
Mais um... Com um autorretrato péssimo. Inspirado no Ps que eu usava a milhões na época. É isso. :D

Projeto de Férias - Costura I

    Enquanto a barbotina seca no molde de gesso, eu tenho que me distrair em outras funções. Resolvi começar a aprender a costurar (depois de anos querendo muito aprender). E bom, digo pois que é bem complicado. Peguei um calção e tentei tirar as medidas dele, mas como estava um pouco complicado, peguei um outro calção mais velho, rasguei, e contornei ele no papel pardo. Não deu muito certo, acabei de usar a primeira calção (sem cortar) como ajuda de novo.

    A costura ficou bem tosquinha, principalmente falando das barras, e o zíper ficou bem mal colocado (mas já olhei alguns tutoriais que podem me ajudar profundamente), e isso é ótimo, porque você está aprendendo o que pesquisa na internet ou não.


Aqui vão as fotos dos dois calções que fizeram na empolgação!







Comentário de Natalia do futuro (2026):
  • Eu deixei no blog essa publicação porque ela meio que "marca" o início de tentar fazer minhas próprias roupas.
  • Em 2024 comecei um curso de corte e costura, e hoje consigo fazer algumas peças (nem todas) sozinha em casa (e ficam bem melhores que essa aí :P)

A pequena boneca ainda sem nome - (2014)



    Sabe aquele tutorial que fiz sobre como tirar molde de uma peça ? Nele eu tinha várias pecinhas pequeninhas de massinha, certo? Eles originaram uma linda bonequinha de cerâmica, queimada a 1000ºC e agora mais arrumadinha que nunca.

Como tirar molde simples em gesso - (2014)

Agora, depois de oficialmente tirar o pó daqui, volto com a rotina. E eis que posto aqui um pequeno e singelo tutorial sobre como fazer moldes de gesso. Claro, os mais simples do mundo, porque é o que eu fiz até então. Mas aí vai!

















Fundamentos da Linguagem Visual I (Desenho, primeiro semestre do curso - trabalho final)


    
Esse foi o trabalho final da cadeira de Desenho, do primeiro semestre (postando agora porque sim). Clique para continuar lendo e veja todas as fotos do trabalho.

    Foi pedido para que cada aluno escolhesse um objeto para trabalhar até o final do semestre. Na aula a seguir, chegamos ao Mercado Público de Porto Alegre, onde tiramos fotos do nosso objeto interagindo com o ambiente (no caso, o Mercado).

    A segunda parte era: pegar uma folha A1, dividir-la ao meio, pegar uma das metades, e dividir novamente ao meio, pegar uma de suas metades, e dividir ao meio, e pegar uma de suas metades e ir dividindo assim até que cheguesse mais ou menos numa proporção de 3x4, assim como pode-se ver na imagem, há todas as folhas de os tamanhos.

    Feito isso, tiramos essas folhas de diversos tamanhos, coisas relacionadas com as fotos (as fotos retiradas com o contexto "Mercado Público"). 

    Para não ficar tão longo, divida o post, então clique para continuar a leitura :)

Fundamentos da Linguagem Visual I

Fig. 1 - Revelador, fixador e água sobre papel de foto vencida

Fig. 2 - Revelador, fixador e água sobre papel de foto vencida

 Ambos os trabalhos realizados no primeiro semestre da faculdade, orientados pela professora da disciplina, Umbelina Barreto. Os trabalhos são autorretratos feitos sobre papéis de fotos vencidas, sendo feitos basicamente o mesmo processo de uma foto normal, porém sem o "negativo dela", e sim, desenhando com o revelador e o fixador diretamente sobre o papel, com um pincel. 

O resultado eu achei bem interessante e pretendo algum dia seguir com isso.

Conversando comigo, como em 2009 - (2013)

 

5 motivos para você não usar luvas de borracha (ilustrado) - 2012


Oi, Thedy. (2011)

    Sabe aqueles dias em que horas dizem nada? E você nem troca o pijama, preferia estar na cama? É, essa foi a minha manhã, até descobrir que... Bom, contaremos desde o inicio. 

    Essa semana enquanto eu passava em frente ao ginásio, eu via que estavam arrumando, fazendo alguma coisa do tipo "vai ter um show aqui". Claro, eu já to acostumada com eventos "dãs" que sempre fazem aqui na frente. E, pra quem não sabe, eu moro na frente do centro olímpico. Bom, como to acostumada, nem me dei ao trabalho de procurar saber o que que teria, até mesmo porque disseram pra mim que teria algo a ver com professores. Maaas, quando acordei de manhã, liguei a televisão, e comecei a ver a SBT, só que eu notei que tinha um som conhecido. Tipo, parecido com alguma banda dos anos 80, que eu por sinal não me lembrava quem era. Então, vim pro computador, pra ver se vinha inspiração pra escrever algo. Só que aquele som se tornou mais nitido, e pude perceber que era a voz do Thedy Corrêa. É, e eu e minha irmã então fomos para frente de casa pra ver o Show do Nenhum de Nós. Ok, já estava na metade quando chegamos, mas né. Não é sempre que se tem algo decente na frente da minha casa né. Eu acho que é a melhor coisa que já teve no ginásio. Sério. Normalmente, tem umas mulherzinha que não sabe cantar cantando, apresentações de dança, de futilidades, e coisas do gênero, sabe [OBS. da Natalia do Futuro: MEU DEUS COMO EU ERA CHATA]. Ou então aquelas pessoas premiando um bolo na frente do palco, enquanto as crianças ficam brincando nos brinquedos infláveis. Na real, eu sou uma dessas crianças que ficam nos brinquedos infláveis. Quer dizer, tem que aproveitar enquanto se tem cara de criança, porque depois que se passa dos 20, se torna um tanto vergonhoso a ida a brinquedos infláveis, certo? E eu não quero esperar ter uma criança pra cuidar pra poder ir brincar com a desculpa de ela ter medo de ir sozinha. Então aproveito meu tempo que ainda resta pra isso.

    Eras isso.


Edição da Natalia do Futuro:
Esse dia foi bem massa, porque eu estava escutando músicas conhecidas mas achava que era tipo cover, não tinha noção de que eram eles mesmos, daí achei bem legal. Bons tempos esses em que a secretaria de educação chamava bandas boas — falo isso mas não tenho ideia de como está hoje, já que não moro mais ali. 
Outra coisa legal: um dia desses, num desses encontros casuais, pesquisando pela internet, eu encontrei um vídeo desse dia aí, e era exatamente como eu me lembrava, com eles cantando a versão de "Starman" (Astronauta de Mármore) no final da apresentação. 
MAS ENFIM, aqui o vídeo que comentei: 



Oi, Senta que lá vem história... (2011)

   Quando eu era pequena, eu sempre via minha mãe costurando as roupas delas. Ou melhor, arrumando as roupas que ela comprou. Tipo, ela comprou um vestido, por exemplo, e ai ela não gostava da alça. Pra que ela, certo? Tirava e botava o que ela queria. E isso funcionou com praticamente todas as roupas que ela comprou. E eu, criança feliz, já me pré-preparando para o meu futuro destino de designer, o que eu mais queria era aprender a costurar na máquina, e fazer roupas. É, só que como criança, eu não penso em roupas pra ser sincera, e sim em bonecas.

    É, depois de anos, anos, e muitos anos desse lindo fato recém descrito acima, eu resolvi então voltar a tentar fazer bonecas. Mas como eu ainda não sabia mexer na máquina, costurava a mão mesmo. É, o máximo que eu consegui fazer a mão foi uma boneca (que até hoje não terminei de por os cabelos nela. Porque, sinceramente, é um saco por fio por fio na cabeça da cria né), que ainda nem era tão bonitinha. E foi a 2ª melhor que eu fiz até hoje. Porque a primeira, eu fiz hoje. E, pela primeira vez, fiz na MÁQUINA DE COSTURA. Sim, eu aprendi a mexer na joça de máquina. Ou quase isso. Com meu pai me ajudando a engraxar ela. Porque assim, a máquina de costura não é das mais novas, ninguém a ocupava um bom tempo, então como ela tava mofando lá sozinha, precisava ser reengraxada, certo? Sim, certo. 
    
    Voltando: Eu fiz então a boneca, aquela que eu tanto queria fazer na máquina, e adivinhem? Ela ficou uma poooorcaria! Mas já era de se imaginar isso. Feita por mim né (risos).
    
    Então, na esquerda a minha pior boneca existente (natalia do futuro está aqui para dizer: perdi o arquivo da primeira foto, nem sei qual que é), e na direita, a melhor (feita hoje, no caso):



Outono maroto (2011)

     Quando está frio demais, meus banhos costumam ser quentes demais.

    Tão quente que eu acabei pegando bronzeado de tanta queimadura na minha pele. Tão quente que quando eu respiro parece que estou fazendo nebulização.

    É tão quente que eu não sei se o que tá evaporando é da minha pele ou da água. Quando estiver frio demais, diminua a circulação nos meus dedos; eles ficam inchados e gordos. Tão ridículo de tão feios, que se eu não colocar uma luva, é um problema.  Quando fica frio demais, até meus gatinhos resolvem virar simpáticos comigo e subir no meu colo. E por fim, quando está frio demais, eu acabei mudando meu nome pra Natalia Cebola, de tanta roupa que coloco. Aliás, querem saber como eu me vi nesse outoninho marotinho que tá tendo?