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Primeiro Post \o/ (e algumas reflexões)

    Não sei muito bem o porquê fiz tudo isso. Talvez um pouco de curiosidade para ver se eu ainda consegui alterar o layout do blogspot com o html, talvez por ter encontrado de forma mais do que conveniente os meus templates antigos do blogspot ou talvez até por ter entrado em uma onda de nostalgia no ano passado (ano em que fiz 30) e um pouco talvez de excluído de como a internet tem andado com suas redes sociais impossíveis de usar.

    Uma postagem (talvez duas), uma propaganda. Em qualquer rede social. Sem falar o pouco que entrega as cartas dos amigos (e até mesmo aquelas páginas que sigo). Não digo quem gostaria de fazer o Orkut de volta, porque mesmo ele está voltando, não seria a mesma coisa. As pessoas estão com a lógica da rede social já quebrada, pensando sempre em usar elas como possibilidade de fazer dinheiro já muito fixa na cabeça. Fora que ninguém mais postaria as fotos sem muito filtro como uma vez (aqui, quero dizer o filtro da seleção das fotos, não no sentido de edição).

    No fim, quando conversamos em ter o Orkut e o MSN de volta, queremos uma época que nunca mais vai voltar , não importa a rede social que surja . Queremos voltar para aquela época de uma internet mais simples, menos pressão, menos performance (para usar uma palavra que está na moda), enfim, outros tempos. E não estou sendo hipócrita, pois eu também talvez usaria novas redes sociais da forma como usamos hoje. Não sei se eu ainda teria capacidade de usar como antigamente. 

    De certa forma, voltar a usar o blog também é uma emulação de como eu gostaria que fosse, não sendo exatamente como era para mim uma vez. E tá tudo bem. Pelo menos aqui eu não espero nada, não existe a sensação de fracasso caso ninguém leia, nem uma expectativa por ser notada, ou algo assim. 
 
 

Relatos de Sala de Aula #1 - "tasi"

No ano passado, em uma das turmas em que leciono, começou uma onda dos alunos de mandar o coleguinha "calar a boca". Quando jovem, eu usava muito essa expressão, mas percebi em algum momento que é horrível. Disse então aos alunos que "cala a boca" é um termo muito feio, e que poderia ser substituído por "silêncio", "vamos parar de conversar", dentre outras opções. Mas não vingou muito, porque né, adolescentes. Então eu falei da expressão "tasi", que em talian (dialeto veneto muito usado no interior do RS) quer dizer algo como silêncio, ficar quieto, ou algo assim. Pelo menos é o que outros alunos de uma cidade do interior me ensinaram, hahah. 

No fim, deu certo. Os alunos gostaram muito da expressão e eles acabaram usando ao longo do ano.

Neste ano, dois desses alunos dessa turma que falei do tasi, agora estão em outra turma. E hoje aconteceu algo semelhante: um aluno pediu para o outro "calar a boca", ao que respondi que poderia ser dito de uma forma mais educada. No mesmo instante esses alunos que eram da turma X ano passado, começaram a falar o tal do "tasi". 

E eu achei muito curioso, porque, realmente, falamos muitas coisas ao longo do ano para as turmas, mas não temos controle nenhum de qual das informações que passamos vai ficar gravada de alguma forma com eles. E muitas vezes nem assunto da matéria realmente pode ser o que fica na memória. E assim também tenho muitas memórias de coisas que professores falaram em aula. E pouquíssimas delas são de conteúdos.

Frases ditas por professores da época de escola que eu nunca esqueci:

"Se este aqui é um galinheiro, eu sou a maior galinha de todas"

"Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe"

"— O que uma impressora disse para a outra? 
— Essa cópia é sua ou é impressão minha?"

"Socorram-me subi num ônibus em marrocos" (esse pelo menos tinha a ver com conteúdo trabalhado)



Como fazer uma MÁSCARA usando ARGILA e PAPEL (Super Fácil!)



Há uns 3 anos atrás (postei com a data retroativa), fiz um vídeo explicando como fazer uma máscara em papietagem usando argila como base. Nessa postagem aqui vou explicar através de FOTOS, mas existem também os vídeos para acompanhar, caso queira! E outras possibilidades com esses mesmos materiais. 

Sobre a vida... 2020

       Resolvi aproveitar que tenho uma foto bonita e de boa qualidade (crédito depois do texto) para desabafar sobre coisas que estou pensando direto nos últimos dias.

    Os últimos dois anos foram feitos a partir de diversas reviravoltas na trama da minha vida. Em 2019 foi o primeiro ano em que trabalhei desde o início do ano numa escola, na minha área de formação. Essa escola, por alguma coincidência do destino, era perto de onde minha mãe morava quando criança. Foi uma experiência incrível, e, achando que iria ficar na escola por mais uns 5 anos, comecei a fazer uma carteira de motorista para comprar um meio de transporte e ir até lá. Nesse meio tempo minha carga horária aumentou, depois disso. Comecei a estudar e fazer diversos concursos quando comecei a falar que os contratos no Estado poderiam ser fechados no final do ano (não aconteceu).

    Também no mesmo ano comecei a ficar pior do que sempre estava em questão de saúde e acabei descobrindo que tenho Doença de Crohn, uma doença crônica e autoimune. E por mais que no começo eu tenha ficado bem apavorada, agora vejo que foi a melhor coisa que me aconteceu até hoje ter sido inaugurado. Com os tratamentos adequados, hoje eu tenho uma qualidade de vida que não via desde 2012, e sinceramente nem imaginava que eu poderia ter um dia isso. 

    Também teve greve no Estado, que acabou fazendo com que as aulas fossem até janeiro de 2020. E aqui que entra esse ano. 

    Em 2020 fui chamado para um dos concursos que eu tinha feito. Me mudei para uma cidade totalmente nova, tive pela primeira vez a sensação de ter um cantinho somente meu e um quarto que chamo de ateliê, onde faço minhas bonecas. Também comecei a fazer aulas de teatro, uma atividade que estava pensando em fazer há algum tempo. Um novo mundo estava se abrindo.

    Daí surgiu a pandemia, mas acho que não preciso nem comentar. Foi uma loucura para todo o mundo. Fiquei desesperada diversas vezes (e ainda fico em alguns dias), fiquei até madrugada vários dias até conseguir pegar o jeito da coisa (será que já peguei o jeito?). Consegui, no meio dessa loucura, passar na carteira de motorista para carro(larguei da moto, pra quem sabia que eu estava fazendo), começar um pós e descobrir felizmente que entrei na remissão da doença depois de um ano de tratamento. E agora busco os meus objetivos para o próximo ano.

    Não fiz nem perto da metade do que gostaria, muitos planejamentos foram para o ralo abaixo. Mas coisas boas surgiram também: passei mais tempo perto do Felipe, aprendendo a fazer receitas novas e melhorar o que já temos. Voltei a desenhar pela infelicidade de não ter tanto tempo para me dedicar às bonecas como gostaria, mas voltei a desenhar. Aprendi a ter mais calma em alguns momentos. E também aprender que da vida a gente não pode esperar com muita certeza nada. De 2018 até agora, pouca coisa consegui planejar, mas felizmente todas as mudanças foram positivas, e espero que continuem sendo. 

    Esse desabafo é bem aleatório, só queria dizer que estou feliz, apesar de bem cansada também. Acho que é o clima natalino se aproximando. 


CRÉDITOS DA FOTOGRAFIA: 

Fotografia : Sabrina Fragoso

Diretor/Professor : Guilherme Carniell

Espaço Coletivo das Artes

Fotos aleatórias do antigo blog

 Estou colocando as fotos aqui, porque não sei a qual post originalmente pertencem (ou talvez são posts desinteressantes demais para passar para este blog aqui), mas que eu gosto da foto em si. Então vou deixar uma descrição em cada uma delas (como se alguém tivesse perguntado, mas enfim). 

"Caminhoneira Girl", nome dado em uma época que eu não fazia ideia de que "caminhoneira" poderia ser qualquer coisa além do que uma mulher que dirige caminhão. Uma heroína ícone queer sem nem saber.

O nome "caminhoneira" era por conta dos óculos Rayban verdes do meu pai, que achava que passavam essa vibe. Nessa hq que eu tinha feito, os personagens entravam dentro do Orkut e saíam pelo avast. 


Cabeçalho do meu antigo blog (um dos trocentos cabeçalhos/layouts/templates diferentes que tive)

Da época da faculdade. "Jogo de Damas", sendo, literalmente, damas. Uau, como era criativa e revolucionária!


Homem aranha fabuloso, que usei nos desenhos do início da faculdade. Foto do dia em que apresentei esse trabalho. 
Foto no museu, a exposição era "cromomuseu". Gostava muito dessa foto. 

BJD em argila. Um projeto enorme. 

Crítica-social-foda.jpg
Da faculdade, aula de cerâmica. 
Fotos do meu cabelo bonitinho. 
Gosto dessa também, essa franjona meio emo. 
Meio emo, meio hipster. Sendo que não era nenhum dos dois. 
Casaco da minha turma do terceirão. Perdi ele na faculdade e nunca mais recuperei e nem me recuperei/aceitei a perda 😭
O tal do óculos de caminhoneira lá. 
Apresentação de teatro na escola. Eu não era realmente "colorida". Nem sei se já tinha escutado restart nessa época aí. 
Outra foto desse teatro. 
Foto de "perfil" do blog que eu usava uma vez.
Joelho Preto e Pescoço Fino. HQ da minha época de adolescência. Muito punks eles. 
Outro layout do meu blog. Não sei muito bem qual era meu objetivo nesse aqui, ahhahaha bem aleatório. 
Outro fundo de blog. 
Mais um... Com um autorretrato péssimo. Inspirado no Ps que eu usava a milhões na época. É isso. :D

Os Nove Espelhos de Alice

    Em 2016, participei do Curso de Extensão Quadrinhos e Artes Sequenciais promovido pelo Instituto de Artes da UFRGS, onde a ideia era fazer uma releitura da história de "Alice através do espelho". O nome do projeto ficou "os 9 espelhos de Alice". E aqui está a minha participação (no fim, não deu em muita coisa esse projeto - já que a ideia inicial era uma publicação e não conseguimos ela. 

    De todo modo, para mim, que sempre gostei de quadrinhos, foi uma experiência interessante.

    O resultado final não ficou no estilo que gostaria por umas questões com o tempo de produção (não daria tempo no prazo estipulado, já que era também meu ano de TCC).  

 



A ideia inicial era que ficasse tipo esse aqui: papeis para fazer o cenário, e tirar foto das cenas "montadas". Mas não deu o tempo necessário. 



E aqui como foram feitos os personagens (desenhando separado, digitalizando e depois colando tudo junto de forma digital. 

Aqui um rascunho da ideia do túnel de transição entre um artista e outro

Aqui outros experimentos que fiz, usando bonecas articuladas de papel e scanner. 





Projeto de Férias: Cerâmica I

    Depois de passar um semestre inteirinho correndo pra cima e para baixo para fazer umas cinco bonequinhas, que, além de feias ficaram não-funcionais, resolvi meter a mão na massa e fazer algo um pouco mais caprichado. Vou ir postando as fotos do processo, para que, se não for dar certo, aqui haverá no mínimo os registros do que tentei. Como minhas últimas bonecas foram bem pequenas (em torno de 30cm), os detalhes eram bem complicados de serem feitos (porque bom, cerâmica pra quem nunca tinha mexido é um pouco complicado mesmo). Modelando em um tamanho maior deu resultados absurdamente melhores, hehe, e a próxima meta (a longo prazo) é voltar ao tamanho menor.

    Aqui eu vou colocar algumas fotos do processo de modelagem, começando pelo desenho, feito em uma folha A2, se não me engano. Fiz todas as proporções e tudo como queria, por mais que sempre se saiba que a boneca não vai sair exatamente igual ao desenho (ou não no meu caso).

    Ok, de ~processo~ mesmo não tem foto nenhuma, mais é do resultado final mesmo. 

    A ideia é tirar moldes dela e multiplicar até dar vontade (não imagino que minha vontade dure tantas), e depois enfeitá-las (diferente do que fiz com meus primeiros).