Começo falando: ESPERAVA MAIS. MUITO MAIS. Fui para POA somente para ver esta exposição, já que o tempo dela estava acabando. Quase levei uma turma da minha escola (que fica no interior, ou seja, quase 2h de viagem) para ver esta exposição. QUASE! Ainda bem que o espaço novo do MAC RS foi um pouco desorganizado e demorado ao responder as mensagens para marcar a mediação. Se tivessem sido organizados nós teríamos saído do interior para ver a exposição e... bom, acho que não teriam gostado muito.
Não que estivessem necessariamente ruim, só achei pouca coisa mesmo. Fui com a expectativa alta, pois é um artista bem conhecido. Porém a forma de distribuição das obras faz com que não consigamos ver direito elas (algumas muito altas, enquanto as outras paredes estavam praticamente vazias), além de uma sala toda vazia lá no espaço. Com isso eu não quero dizer que faria melhor, haha, mas que acho que não teria sido muito legal levar um passeio de escola somente para esta exposição.
Por isso, aprendi a lição: sempre que eu quiser fazer um passeio, preciso me deslocar até a capital e ver como está, para ver se realmente vai ser interessante.
De qualquer forma, acho que pode ser legal de trabalhar as obras que estavam lá em sala de aula, então tirei fotos e estou "salvando" elas aqui, já organizadas! O trabalho dele também, gosto bastante, e foi coerente com assuntos já abordados pelo artista. Por conta disso que tirei as fotos pensando em trabalhar em sala de aula.
Essa é a parte que falei, as obras posicionadas muito altas. E toda a textura usada nas sacolas mal poderia ser vista desta forma. Uma pena!
"A série surgiu durante o período de isolamento da pandemia. Trabalhando no ateliê, o artista começou a recolher plásticos encontrados na natureza e em cooperativas de reciclagem. A imagem é criada a partir do encaixe do material plástico em estruturas de madeira previametne construídas para cada releitura.A proposta é revisitar imagens famosas usando resíduos do nosso tempo. O que acontece quando a natureza é representada por plástico? O que isso diz sobre o mundo em que vivemos? O material que polui rios e ruas passa a construir novas imagens. Assim, a obra nos faz pensar se o plástico já faz parte da nossa paisagem natural e qual será o impacto disso no futuro. "
Segue abaixo o texto que estava presente na exposição, ao lado da obra "Fardos":
"Nos "Fardos", o artista retorna à pintura, linguagem com a qual iniciou sua trajetória. Mesmo trabalhadno com intervenções urbanas e esculturas, a pintura nunca deixou de fazer parte de sua pesquisa.
As imagens representam os grandes blocos de materiais recicláveis prensados nas cooperativas. São camadas sobre camadas de embalagens comprimidas, que aqui aparecem transformadas em tinta e imagem. O que vemos é apenas matéria acumulada ou também histórias depositadas?
Ao observar as cores e texturas desses fardos, percebemos que aquilo que seria um montante de resíduos ganha nova forma. A pintura pode transformar descarte em memória? Pode transformar o resto em imagem?
A obra sugere que tudo carrega uma narrativa, até aquilo que foi jogado fora. "



















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