Relicário das minúsculas conquistas
Sobre a exposição “Aquilo que resta”, no MAC RS - CCMQ
Fui para POA no último final de semana e consegui ver algumas exposições, então lá vai mais algumas obras que eu quero deixar registrado por aqui (e que pretendo usar em sala de aula em algum momento)! Viajei para ver a exposição "A onda de Gustave Courbet", de André Severo no MARGS, mas achava que teria gostado mais de estar lá. Depois passamos na exposição de brinquedos antigos (que também esperava um pouco mais - e o fato de estar bem lotado acho que mudou também a experiência), e por fim, como sempre, passamos na Mário Quintana, onde estava essa exposição que vou falar aqui!
Essas obras que coloquei as fotos são da exposição "Aquilo que resta", presente na Galeria Sotero Cosme, no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Vou copiar e colar o que estava no Instagram do MAC RS sobre a exposição, que fica mais fácil:
"A exposição coletiva “Aquilo que resta” reúne obras feitas com diferentes técnicas e materiais. A mostra fala sobre aquilo que permanece e resiste ao desaparecimento.As obras incluem pinturas em telas, além de trabalhos feitos com tapumes e ladrilhos quebrados. Esses materiais e imagens mostram que marcas, lembranças e vestígios podem permanecer tanto nos objetos quanto nas memórias. A exposição convida o público a observar esses rastros e a refletir sobre as histórias que eles contam, presentes em paisagens, objetos e arquivos de família.Participam da exposição os artistas Andressa Lawisch, Abner Sigemi, Isabelle Baiocco, Lou Borghetti, Lourenço Demarco, Gelson Radaelli, Emanuel Monteiro, Leonardo Lopes, Karin Lambrecht, Luciano Zanette e Letícia Lopes. " ¹
Dito isto, vou deixar aqui as fotos dos trabalhos que mais gostei! :)
Sobre a exposição "Da Margem à Beleza", de Eduardo Srur no MAC RS (Julho de 2026)
Começo falando: ESPERAVA MAIS. MUITO MAIS. Fui para POA somente para ver esta exposição, já que o tempo dela estava acabando. Quase levei uma turma da minha escola (que fica no interior, ou seja, quase 2h de viagem) para ver esta exposição. QUASE! Ainda bem que o espaço novo do MAC RS foi um pouco desorganizado e demorado ao responder as mensagens para marcar a mediação. Se tivessem sido organizados nós teríamos saído do interior para ver a exposição e... bom, acho que não teriam gostado muito.
Não que estivessem necessariamente ruim, só achei pouca coisa mesmo. Fui com a expectativa alta, pois é um artista bem conhecido. Porém a forma de distribuição das obras faz com que não consigamos ver direito elas (algumas muito altas, enquanto as outras paredes estavam praticamente vazias), além de uma sala toda vazia lá no espaço. Com isso eu não quero dizer que faria melhor, haha, mas que acho que não teria sido muito legal levar um passeio de escola somente para esta exposição.
Por isso, aprendi a lição: sempre que eu quiser fazer um passeio, preciso me deslocar até a capital e ver como está, para ver se realmente vai ser interessante.
De qualquer forma, acho que pode ser legal de trabalhar as obras que estavam lá em sala de aula, então tirei fotos e estou "salvando" elas aqui, já organizadas! O trabalho dele também, gosto bastante, e foi coerente com assuntos já abordados pelo artista. Por conta disso que tirei as fotos pensando em trabalhar em sala de aula.
Essa é a parte que falei, as obras posicionadas muito altas. E toda a textura usada nas sacolas mal poderia ser vista desta forma. Uma pena!
Sobre a visita à exposição "ALÉM DA FORMA", MARGS (Abril de 2026)
Sobre a visita à exposição "Vende Tela Compra Terra" (Abril 2026) - MARGS
Toda exposição de arte que eu visito, sempre acabo tirando muitas fotos das obras, e elas acabam meio perdidas nos registros do meu computador. Para deixar as fotos um pouco menos perdidas, decidi começar a postar aqui no blog um pouco sobre as exposições de arte que eu visito. Um dos objetivos de publicar assim, é para também me auxiliar na hora de organizar minhas aulas, caso eu queira mostrar para meus alunos alguma exposição que eu fui (já colocarei as legendas organizadas, etc).
Uma das exposições recentes que eu visitei e que mais gostei foi "Vende Tela Compra Terra", do coletivo de pesquisadores e artistas MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin). O coletivo foi fundado em 2013, na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão.
Vou colocar as fotos das obras e também textos explicativos que estavam no panfleto (e de outros sites também).
Para ficar mais organizado, separei por artistas!
Obras de PEDRO MANÁ:
Pedro Maná. "Desenho inspirado no contrato de compra de terra", 2022.
Hidrocor sobre papel, 21 x 29 cm. Coleção particular.
Tradução: Fazer pinturas e vendê-las para os brancos com muito dinheiro para comprar terras. Construir preservando a natureza e continuar a trabalhar.
Top erros favoritos nas músicas de Raul Seixas
Já vi muita postagem por aí (em formato de texto, artigo de notícias e até vídeos) falando sobre erros de português nas músicas. Dessa parte gramatical eu não entendo tanto, mas sei que muitos desses "erros" na verdade são apenas para encaixar no ritmo da música. Sendo assim, acredito que os artistas possuem a sua liberdade criativa (liberdade poética) para compor frases que não estão seguindo à risca a gramática da língua portuguesa.
Agora, os erros que eu mais gosto não são esses (gramaticais), são aqueles da pronúncia, aqueles que, talvez, somente no momento da gravação se confundiu ou falou/cantou errado e ficou na versão final mesmo assim, ou então palavras que só são pronunciadas erradas pela pessoa uma vida inteira, e ela não percebe tanto, pois já acostumou a pronunciar daquela forma.
Como uma grande fã de Raul Seixas, já escutei as músicas dele inúmeras vezes, ao ponto de estar escutando uma música e saber qual será a próxima do disco que vai tocar. Ouvindo tanto, conseguimos também prestar atenção em coisas inúteis das músicas, como por exemplo, os erros de pronúncia. Dito isto, e reforçando que são erros que eu acho legais (então não estou julgando), segue a lista:
1.
A primeira música é a música "Os números", canção de 1976, que está no álbum Eu nasci há dez mil anos atrás. A letra fala sobre números e coisas relacionadas a eles. Na parte que fala do número doze, no lugar de "apóstolos" ele pronuncia "apólos de Cristo".
"É só de pensar no doze
Eu então quase desisto
São doze meses do ano
Doze apóstolos de Cristo
Doze hora é meio-dia
Haja dito e haja visto"
Curiosidade aleatória: no exato mesmo ano, na Itália, foi lançada a música La serie dei numeri, de Angelo Branduardi, com uma proposta parecida, (mesmo sendo bem diferente).
2.
Neste mesmo disco, tem a música que dá título ao álbum, chamda "Eu nasci há dez mil anos atrás" (abrindo aqui um parêntesis para lembrar que esse título do álbum — e também da música de mesmo nome — é justamente um dos erros mais comentados do Raul Seixas). Meu segundo erro favorito fica em um trecho que ele diz "Eu li os símbolos sagrados de umbanda", mas pronuncia como "símbalos". Depois de tantos anos escutando essa música, ela não parece a mesma se for cantada da forma "correta".
"Eu li!
Eu li os símbolos sagrados de umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E quando todos praguejavam contra o frio
Eu fiz a cama na varanda"
3.
E por fim, meu terceiro erro favorito é na música "Tente outra vez", de 1975, que está presente no álbum Novo Aeon. Nela, Raul fala sobre ver as coisas de outra forma, e sempre dar uma nova chance, pois não está tudo perdido como acreditamos quando estamos passando por algo. Na música, logo nas últimas estrofes, ele fala "basta ser sincero e desejar profundo", e ele pronuncia "dejejar" no lugar de "desejar"! Outra música que não consigo imaginar alguém cantanto da forma "correta"!
"Queira (queira)Basta ser sincero e desejar profundoVocê será capaz de sacudir o mundoVai, tente outra vezTente (tente)E não diga que a vitória está perdidaSe é de batalhas que se vive a vidaTente outra vez"
Bonecas Articuladas em biscuit - um pouquinho do processo
Estampa em camisetas usando carimbo e EVA - Como eu fiz -
- Primeiro eu desenhei em uma folha de papel os desenhos que eu queria fazer.
- Depois de desenhado, passei para o EVA
- Corte o contorno no EVA usando tesouras pequenas e estiletes de precisão
- Colei esses recortes em cima de outra folha de EVA
- Colei esse EVA em um recorte de madeira (mas poderia ser qualquer coisa que seja mais resistente - plástico, MDF, papelão mais grosso, etc)
| E aqui podemos ver as imagens já cortadas e coladas sobre o outro EVA. |
- Meninas super poderosas;
- Robô Ed;
- Celulares;
- Castelo Rá-Tim-Bum;
- Computador de tubo;
- Caveeirinhas estilizadas bem estilo caderno escolar da época.
| Detalhes do carimbo. Usei cores neon (por mais que pelo tecido não apareceu tanto). |
| O Carimbo e como ficou na camiseta (sempre lembrar do inversor) |
| Usei rolinhos para espalhar a tinta nos carimbos. E pela cor da camiseta, preciso usar branco junto com o Neon para aparecer melhor. :( |
Resultado Final!É isso! Espero que tenha gostado! :) |
Templates do Blogspot (e muita conveniência).
Eu tinha visto um vídeo na internet, onde dizia algo como "o ano era 2010 e eu passava a tarde inteira mexendo no HTML do meu Blogspot até ✨ficar perfeito✨". Ou algo nesse sentido. E puta merda , que nostalgia que deu naquela hora. E os pensamentos que vieram junto? "Será que eu ainda sei usar o blogspot/blogger?", "Será que hoje em dia saberia alterar os layouts, como fazia uma vez?". Nessa nostalgia avassaladora, resolvi testar essas questões, e fui atrás de editar um template novamente. Como você pode ver aqui, consegui.
Não foi fácil de começar, fiquei vários dias procurando por aí na internet, para ver se ainda existiam esses modelos para baixar e instalar. O que dificultou no início foi a ideia de querer um layout que parecesse um pouco com o windows XP, estava com isso na cabeça.
Inclusive: Encontrei um aplicativo de celular que “transforma” a área de trabalho do Android no estilo do Windows XP, com algumas das funcionalidades (mas na hora de entrar em um aplicativo, entra normal). A bateria do celular acaba bem mais rápida, mas por outro lado fico bem mais feliz quando olho para aquela tela com o botão "start".
Encontrei o app aqui: clique aqui para ir para a página .
![]() |
| Como ficou a tela inicial do meu celular |
Depois de procurar muito, descobri que não conseguiria editar o template para ficar com o botão iniciar como no windows (fixo na parte inferior da tela), então desisti da ideia, e resolvi fazer de outra forma. Nesse momento descobri duas coisas:
1) tem um layout do tumblr que tem a cara do windows XP (pena que não uso tumblr)
2) de forma totalmente conveniente, encontre os modelos antigos do meu antigo blog em um HD do meu pai (que era de um computador antigo que foi recuperado o HD dele).
Graças ao item 2 , consegui aprender novamente (pesquisando um pouco, claro) a modificar e achar um layout que eu gostasse do resultado. Fiz ele inspirado em um modelo antigo do meu blog, mas agora coloquei ideias novas.
Aqui uma foto de como era o meu layout antigo. Nesse que eu fiz novo, peguei a ideia geral dele, mas adicionei coisas novas (tipo a ideia das pastas de computador - ainda por causa daquela ideia do windows que eu queria ter feito inicialmente).
Primeiro Post \o/ (e algumas reflexões)
Relatos de Sala de Aula #1 - "tasi"
Como fazer uma MÁSCARA usando ARGILA e PAPEL (Super Fácil!)
- Como fazer uma MÁSCARA usando ARGILA e PAPEL (Super Fácil!)
- PARTE 2 - Como fazer uma MÁSCARA usando ARGILA e PAPEL
- VARIANDO A TÉCNICA: Criando Máscaras usando ARGILA, PAPEL E COLA
- Criei um MOLDE de ARGILA para reproduzir peças em PAPIETAGEM
Sobre a vida... 2020
Resolvi aproveitar que tenho uma foto bonita e de boa qualidade (crédito depois do texto) para desabafar sobre coisas que estou pensando direto nos últimos dias.
Os últimos dois anos foram feitos a partir de diversas reviravoltas na trama da minha vida. Em 2019 foi o primeiro ano em que trabalhei desde o início do ano numa escola, na minha área de formação. Essa escola, por alguma coincidência do destino, era perto de onde minha mãe morava quando criança. Foi uma experiência incrível, e, achando que iria ficar na escola por mais uns 5 anos, comecei a fazer uma carteira de motorista para comprar um meio de transporte e ir até lá. Nesse meio tempo minha carga horária aumentou, depois disso. Comecei a estudar e fazer diversos concursos quando comecei a falar que os contratos no Estado poderiam ser fechados no final do ano (não aconteceu).
Também no mesmo ano comecei a ficar pior do que sempre estava em questão de saúde e acabei descobrindo que tenho Doença de Crohn, uma doença crônica e autoimune. E por mais que no começo eu tenha ficado bem apavorada, agora vejo que foi a melhor coisa que me aconteceu até hoje ter sido inaugurado. Com os tratamentos adequados, hoje eu tenho uma qualidade de vida que não via desde 2012, e sinceramente nem imaginava que eu poderia ter um dia isso.
Também teve greve no Estado, que acabou fazendo com que as aulas fossem até janeiro de 2020. E aqui que entra esse ano.
Em 2020 fui chamado para um dos concursos que eu tinha feito. Me mudei para uma cidade totalmente nova, tive pela primeira vez a sensação de ter um cantinho somente meu e um quarto que chamo de ateliê, onde faço minhas bonecas. Também comecei a fazer aulas de teatro, uma atividade que estava pensando em fazer há algum tempo. Um novo mundo estava se abrindo.
Daí surgiu a pandemia, mas acho que não preciso nem comentar. Foi uma loucura para todo o mundo. Fiquei desesperada diversas vezes (e ainda fico em alguns dias), fiquei até madrugada vários dias até conseguir pegar o jeito da coisa (será que já peguei o jeito?). Consegui, no meio dessa loucura, passar na carteira de motorista para carro(larguei da moto, pra quem sabia que eu estava fazendo), começar um pós e descobrir felizmente que entrei na remissão da doença depois de um ano de tratamento. E agora busco os meus objetivos para o próximo ano.
Não fiz nem perto da metade do que gostaria, muitos planejamentos foram para o ralo abaixo. Mas coisas boas surgiram também: passei mais tempo perto do Felipe, aprendendo a fazer receitas novas e melhorar o que já temos. Voltei a desenhar pela infelicidade de não ter tanto tempo para me dedicar às bonecas como gostaria, mas voltei a desenhar. Aprendi a ter mais calma em alguns momentos. E também aprender que da vida a gente não pode esperar com muita certeza nada. De 2018 até agora, pouca coisa consegui planejar, mas felizmente todas as mudanças foram positivas, e espero que continuem sendo.
Esse desabafo é bem aleatório, só queria dizer que estou feliz, apesar de bem cansada também. Acho que é o clima natalino se aproximando.
CRÉDITOS DA FOTOGRAFIA:
Fotografia : Sabrina Fragoso
Diretor/Professor : Guilherme Carniell
Espaço Coletivo das Artes


















